[AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DC NEWS]
Conforme dados da Pesquisa Mensal do Comércio, realizada pelo IBGE, o comércio varejista restrito do Estado de São Paulo encerrou 2025 com crescimento de 0,3%, queda de 3,4 pontos percentuais em relação a 2024. O resultado é o menor desde 2022, quando houve retração de 0,4%. De acordo com o relatório, o comportamento abaixo do esperado no final do ano influenciou os números. O desempenho estadual, inclusive, ficou abaixo do resultado nacional. No Brasil, o comércio varejista registrou crescimento de 1,6% no mesmo período.
Para o Sindicato do Comércio Varejista de São Paulo (Sindilojas-SP), o ambiente macroeconômico foi determinante para a perda de ritmo do setor. “O ano foi marcado por condições de crédito mais restritivas e juros elevados, fatores que afetam diretamente o consumo”, disse Aldo Nuñez Macri, presidente do Sindilojas-SP. “Mesmo com mercado de trabalho relativamente resiliente, observamos famílias mais cautelosas.”
Em dezembro, as vendas caíram 0,8% na comparação com novembro, considerando o ajuste sazonal, e recuaram 0,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Entre os segmentos com maior influência negativa no mês se destacam hipermercados e supermercados, com retração de 2,3%, artigos de uso pessoal e doméstico, com queda de 2,5%, e móveis, que registraram recuo de 8,7%.
No acumulado, o comércio paulista apresentou pouca variação de forma geral. Combustíveis recuaram 1,1%, enquanto hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registraram retração de 0,9%. O segmento de móveis apresentou a retração mais intensa, com queda de 20,4%. Em contrapartida, materiais para escritório, informática e comunicação avançaram 13,7%, eletrodomésticos cresceram 4,9% e tecidos, vestuário e acessórios registraram alta de 3,8%.
O Sindilojas-SP avalia que o desempenho reflete a combinação de restrição financeira, maior comprometimento da renda das famílias e mudança no perfil de consumo, com maior direcionamento para o setor de serviços. Para este ano, a expectativa é de um cenário ainda desafiador. A projeção mais provável indica estabilidade ou leve crescimento, limitado a até 1%, condicionado a uma melhora gradual das condições de crédito e a um desempenho mais favorável da economia no segundo semestre.