Porto Alegre, 2 de fevereiro de 2026 – A decisão da China de negar o pedido do governobrasileiro para redistribuir entre exportadores as cotas remanescentes de carne bovina nãoutilizadas por outros países é ruim, mas não surpreende, segundo a avaliação do analista deSafras & Mercado, Fernando Iglesias.
O comportamento chinês já está dentro daquilo que nós esperávamos. A intenção chinesa éestimular a produção local, e, quando eles avaliaram e distribuíram essas cotas já sinalizavamque não haveria uma possibilidade de mudança, de trabalhar as cotas de outra maneira. Então essadecisão é impactante, mas já prevista, disse.
Com a decisão, está mantida a regra de salvaguarda importa pela China no final de 2025, quelimita as importações de carne bovina entre 2026 e 2028 e que prevê tarifa elevada para quemultrapassar o teto estabelecido. Para o Brasil, a cota em 2026 ficou em 1,1 milhão de toneladas,com uma tarifa adicional de 55% acima desse volume. Outros países que também haviam solicitado umaredistribuição das cotas também receberam uma negativa por parte dos chineses.
Conforme Iglesias, mesmo com essa notícia negativa, o mercado físico do boi gordo continuafirme. A decisão da China gera preocupações mais adiante para o mercado brasileiro, porqueexistiu uma esperança de que o Brasil pudesse exportar volumes maiores para a China. Assim, omelhor caminho para o Brasil hoje é seguir no processo de abertura de novos mercados, vendendo maispara a Europa, Oriente Médio, para o restante do continente asiático e os Estados Unidos. É issoque vai fazer diferença para o país, conclui.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Safras News)
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