BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – As contas do governo central tiveram um déficit de R$ 61,7 bilhões em 2025, terceiro ano da atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O resultado é pior do que o saldo negativo de R$ 42,9 bilhões observado em 2024, mas ainda indica o cumprimento da meta fiscal traçada pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda), graças a valores retirados da conta.
O alvo era obter um saldo zero, com margem de tolerância até déficit de R$ 31 bilhões. No entanto, parte dos gastos com sentenças judiciais e ações de saúde, educação e defesa nacional e as devoluções de descontos indevidos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ficam fora da meta fiscal.
Para efeitos da regra, portanto, o resultado ficou negativo em R$ 13 bilhões daí o cumprimento da meta dentro da margem de tolerância.
A exclusão de despesas das regras fiscais tem sido criticada por economistas, para quem a meta deixa de representar um parâmetro fidedigno da trajetória das contas públicas. Afinal, o resultado efetivo é o que dita a tendência da dívida bruta do país, um importante indicador observado pelos investidores.
Projeções do próprio Tesouro Nacional mostram que, mesmo com o cumprimento da meta fiscal nos próximos anos, a dívida bruta do governo geral continuará subindo até alcançar 88,6% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2032, quase 10 pontos a mais do que os 79,3% do PIB de 2025, segundo a estimativa do órgão.