São Paulo, 12 de novembro de 2025 – O dólar comercial fechou a R$ 5,2921 para venda, com alta de0,32%. Às 17h05, o dólar futuro para dezembro tinha alta de 0,33% a R$ 5.313,000. O Dollar Index,que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de unidades, subia 0,04% a 99,491pontos.
O dólar teve um dia de ajuste técnico, após acumular queda superior a 2% nas últimas sessões.”O movimento ocorre em meio à expectativa pela retomada dos indicadores econômicos dos EstadosUnidos com o fim do shutdown, o que traz cautela aos mercados e leva investidores a reduziremposições após a sequência de apreciação do real”, apontou Bruno Shahini, especialista eminvestimentos da Nomad. “Ainda assim, o diferencial de juros doméstico segue como fator desustentação para a moeda brasileira”, completou.
Após abrir sem tendência definida, o dólar se firmou no território positivo frente ao real.”Após um longo movimento de queda, o mercado busca uma correção, o que é comum”, avalia aeconomista-chefe da Ouribank, Cristiane Quartaroli. “Além disso, a queda consistente nos preços dopetróleo tende a enfraquecer a moeda de países emergentes exportadores da commodity, como oBrasil”, lembra.
Ainda conforme Quartaroli, as falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçandouma visão mais dura sobre o compromisso de que a inflação volte para a meta, trazem aversão aorisco, pois mantêm a tendência de juros em patamares elevados.
Na avaliação do economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, a alta do dólar sinaliza um poucode correção. “Hoje o dólar ganha quando comparado a algumas moedas de países avançados. Masestá neutro contra os emergentes. E ontem o real andou mais que boa parte das moedas”, comenta.
De acordo com o IBGE, o setor de serviços avançou 0,6% em setembro, na comparação com agosto,oitavo resultado positivo seguido, período em que acumulou alta de 3,3%. O Termômetro Safrasprevia alta mensal de 0,2%.
Segundo a Economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, o resultado do IBGE reforça a resiliênciada atividade de erviços, sustentada pelos segmentos corporativos, logísticos e tecnológicos, emum ambiente de confiança empresarial mais firme e inflação de serviços em moderação. Por outrolado, observa-se perda de fôlego nos serviços às famílias, refletindo a moderação do consumopresencial e as condições de crédito mais restritivas.
Juros
As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DIs) caíram, seguindo o exterior edando continuidade ao movimento de ontem.
Por volta das 16h40 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2026 tinha taxa de 14,891% de14,980% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2027 projetava taxa de 13,650%, de 13,880%, o DIpara janeiro de 2028 ia a 12,875%, de 12,915%, e o DI para janeiro de 2029 com taxa de 12,815% de12,860% na mesma comparação.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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