Dólar sobe, puxado por aversão global ao risco

Uma image de notas de 20 reais

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 2 de março de 2026 – O dólar sobe, com direção definida. A primeira sessão dasemana é marcada pela aversão ao risco, refletindo o ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã,neste final de semana.

Para a sócia da Rio Negro Family Office, Lilian Linhares, “A escalada da guerra envolvendo oIrã naturalmente acende um alerta para o Banco Central brasileiro, mas é importante separar oimpacto imediato do estrutural. O principal canal de transmissão para o Brasil seria o petróleo.Se o conflito pressionar de forma consistente o preço do Brent, isso pode gerar impacto diretosobre combustíveis e transporte, e indireto sobre inflação de serviços e bens industriais. Alémdisso, em momentos de maior aversão ao risco global, o dólar tende a se fortalecer, o que tambémpode trazer alguma pressão inflacionária adicional”.

De acordo com a Ajax Asset, “lá fora, ativos de risco abrem a semana com forte aversão arisco, em alta no Petróleo, queda das bolsas, dólar forte e alta dos metais preciosos. Apesar dorisco inicial, alguns países, e especialmente o Brasil, podem ser beneficiados por este ambiente”.

“O risco a ser monitorado é a possibilidade de interrupção do fluxo de petróleo no Estreitode Hormuz (~20% do comércio global de petróleo). Vale notar: eventos geopolíticos seminterrupção efetiva de oferta tendem a gerar apenas prêmio de risco temporário. O S&P 500historicamente reage mais à incerteza inicial do que ao conflito em si. Após definição docenário, frequentemente ocorre recuperação dos mercados. Por ora, eventual fechamento do Estreitode Hormuz afetaria principalmente a China. Ou seja, é pouco provável que aconteça”, contextualizae opina a Ajax.

Por volta das 15h39 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,82%, cotado a R$ 5,1755para venda. O dólar futuro com vencimento em abril avançava 0,87%, a R$ 5.215,500.

O Dollar Index, que mede o comportamento da moeda norte-americana frente a uma cesta de divisasdesenvolvidas, avançava 0,95%, a 98,53 pontos.

Juros

As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DIs) avançam.

Por volta das 15h30 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 13,315% de13,280% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2028 projetava taxa de 12,700%, de 12,610%, o DIpara janeiro de 2029 ia a 12,745%, de 12,645%, e o DI para janeiro de 2030 com taxa de 12,965% de12,865% na mesma comparação.

Paulo Holland / Safras News

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