[AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DC NEWS]
A taxa de desemprego no Brasil em 2025 ficou em 5,6%, a menor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, iniciada em 2012. Foi um ano de recordes: os ocupados somaram 103 milhões (+1,7% sobre 2024 e +15,4% em relação a 2012) e os desempregados, 6,2 milhões (-14,5% e -13,3%, respectivamente). O número de empregados no setor privado com carteira assinada (38,9 milhões) também é o maior da série. Mas um olhar para os dez últimos anos mostra que o mercado de trabalho brasileiro, apesar de melhoria nos indicadores recentes, ampliou a presença da informalidade – que continua próxima dos 40% da mão de obra.
Em relação a 2015, o total de empregados com carteira cresceu 7,4%. No caso dos sem carteira, o aumento é mais de quatro vezes maior: 34%, para 13,8 milhões. Nesse período, o primeiro grupo passou de 39,5% para 37,8% do total de ocupados e o segundo foi de 11,2% para 13,4%. Ainda na área da informalidade, os trabalhadores por conta própria cresceram 20,3% de 2015 a 2015. Agora são 26,1 milhões, e representam 25,3% dos ocupados – eram 23,7%. Toda a ocupação, segundo a Pnad, cresceu 12,4%, chegando a 103 milhões. São 11,4 milhões de pessoas a mais no mercado e 2,8 milhões de desempregados a menos.
A atividade de comércio, que inclui reparação de veículos, se manteve estável de 2024 para 2025. A variação foi de 0,3% (62 mil pessoas). O setor concentra 19,5 milhões de empregados, crescimento de 10,8% na comparação com 2015. Mas a participação em relação ao total de ocupados teve leve oscilação negativa: o comércio representava 19,2% dez anos atrás e agora corresponde a 18,9%.

A quantidade de desalentados (pessoas que desistiram de procurar trabalho) diminui desde 2021, quando atingiu o pico de 5,5 milhões, ainda como reflexo da pandemia. Agora são 2,9 milhões, queda de 9,6% em relação a 2024, mas 45% a mais na comparação com 2015 (2 milhões). A taxa de informalidade foi de 39% (2024) para 38,1%.
O rendimento médio real dos ocupados – R$ 3.560, o maior da série – cresce 5,7% ante 2024 e 13% sobre 2015. A massa de rendimentos agora soma R$ 361,7 milhões, valor também recorde (+7,5% e +29%, respectivamente).