Exposição do Museu da Bolsa do Brasil reconta história e importância do algodão nacional no mercado da moda

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A exposição “Do Campo à Passarela” destaca principalmente a década de 1950.
(Centro de Referência do MUB3)
  • Do Campo à Passarela está disponível no Google Arts & Culture e revisita concurso Rainha do Algodão
  • Iniciativa destaca momentos da década de 1950 e oferece ao público uma imersão histórica, revelando detalhes sobre o concurso e sua importância econômica
Por Anna Scudeller

[AGÊNCIA DC NEWS]. Do Campo à Passarela, nova exposição virtual gratuita do MUB3, o Museu da Bolsa do Brasil, revisita a história do concurso Rainha do Algodão, iniciativa que foi apoiada pela extinta Bolsa de Mercadorias de São Paulo (BMSP) e teve grande impacto na promoção e no fortalecimento do algodão e moda nacionais. Passadas mais de seis décadas, o Brasil alcançou a terceira posição do ranking de maiores produtores da commodity após passar os Estados Unidos na safra 2023/2024, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. A exposição está disponível no Google Arts & Culture.

O evento surgiu de reuniões da Semana do Algodão e da Feira Nacional da Indústria Têxtil (Fenit), ambos apoiados pela BMSP, com a missão de divulgar e visibilizar o algodão e a moda brasileira. Anualmente, uma Rainha do Algodão era eleita com a missão de divulgar o algodão, de forma a reforçar o papel relevante do país no setor e promover a indústria da moda nacional. A exposição Do Campo à Passarela, que destaca principalmente momentos da década de 1950, oferece ao público uma imersão histórica, revelando detalhes sobre o concurso e sua importância econômica, além de destacar a conexão entre o campo e a moda que ajudou a moldar o mercado de algodão no Brasil que segue em crescente. A primeira edição do concurso ocorreu em 1951 e Regina Ararigboia foi escolhida por Assis Chateaubriand.

Foto do concurso Rainha do Algodão em 1953.
(Museu da Bolsa)

Com atualmente 32 produtores e 40 unidades produtivas espalhadas pelo país, os estados que mais produzem algodão são Mato Grosso, Bahia e Mato Grosso do Sul, respectivamente, conforme relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Associações Estaduais, em uma área total de 2,14 milhões de hectares. Segundo projeção da Associação Nacional dos Produtores de Algodão (ANAE), ainda é esperado aumento de 6,7% na exportação de algodão brasileiro em relação a 2023, um total de 2,86 milhões de toneladas.

De acordo com o programa SouABR do movimento Sou de Algodão, braço da Abrapa que promove o uso da fibra natural pela indústria têxtil brasileira, 178.342 peças foram produzidas esse ano até outubro. O acumulado de 2022 a outubro de 2024 é de 305.767 peças. O movimento Sou de Algodão esteve presente na São Paulo Fashion Week 2024 com um desfile sob o tema Manualidades, que reuniu 12 estilistas parceiros para entregar 36 looks feitos com as técnicas manuais mais conhecidas.

A primeira edição do evento em 1951 teve um leilão e um desfile de moda.
(Museu da Bolsa)

O Museu da Bolsa do Brasil tem um acervo originário das principais bolsas de valores, e que passa agora a integrar uma rede de equipamentos culturais no centro de São Paulo ligados à história econômica brasileira, com reflexos para todo o Brasil. Disponível no Google Arts & Culture, plataforma com reproduções de obras de arte em alta resolução e vídeos sobre artefatos artísticos ao redor do mundo, a exposição segue disponível por tempo indeterminado.

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