FUP e sindicatos convocam categoria para atos nesta terça-feira (14) contra alteração de escala do teletrabalho

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São Paulo, 13 de janeiro de 2025 – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatosrealizarão um ato nesta terça-feira, 14/1, com o objetivo de barrar a tentativa da Petrobras dealterar as regras do teletrabalho, que afetam diretamente a categoria. As mobilizaçõesacontecerão no Edifício Sede da empresa (Edisen), no Rio de Janeiro, e outras basesadministrativas, além de unidades operacionais, informou a FUP, em comunicado.

Segundo a FUP, a Petrobras, atualmente, adota uma regra que permite aos funcionários das áreasadministrativas trabalhar até três dias remotamente e dois dias presencialmente. No entanto, afederação afirma que a empresa propõe inverter essa lógica, permitindo apenas dois dias detrabalho remoto e impondo três dias presenciais, sendo que pelo menos um desses dias deve ser umasegunda-feira ou uma sexta-feira.

A FUP se posiciona contra essa mudança determinada unilateralmente e argumenta que as regras deteletrabalho precisam ser adaptadas às atividades específicas de cada trabalhador. A Federaçãoacredita que há funções que podem ser realizadas integralmente de forma remota, enquanto outrasexigem presença física. Mesmo com a regra atual, muitos trabalhadores acabam indo para as unidadesda Petrobrás sem necessidade de interação presencial, caracterizando o que é conhecido como”teletrabalho presencial”.

A Federação propõe que a quantidade de dias de trabalho remoto e presencial seja avaliada deforma mensal e não semanal, oferecendo mais flexibilidade para atender às necessidades dostrabalhadores e da empresa. Para isso, a criação de um comitê em cada unidade para analisarindividualmente cada caso é uma das sugestões, explica Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP.

A Petrobras tem se recusado a negociar com os sindicatos, impondo suas próprias regras semjustificativa clara, desconsiderando os impactos no dia a dia dos trabalhadores. Não háevidências de que o teletrabalho tenha prejudicado a produtividade, reforça Cibele Vieira,diretora da FUP. Acreditamos que a mudança no modelo de trabalho deve ser discutida de maneiratransparente, respeitando os interesses de ambas as partes, diz ela.

A proposta da empresa de mudar a regra sem diálogo tem gerado indignação, pois muitostrabalhadores reorganizaram suas vidas pessoais com base na flexibilidade do teletrabalho. A FUPreforça que a alteração unilateral das regras, sem levar em consideração a diversidade dasatividades dentro da Petrobrás, afeta a organização da vida desses trabalhadores e que éfundamental que a mudança seja negociada com a categoria.

Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)

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