Futuros devem fechar em queda, com retomada da produção dos campos do Iraque e negociações Ucrânia-Rússia

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São Paulo, 8 de dezembro de 2025 – Os preços dos contratos futuros do petróleo devem fecharem queda nesta segunda-feira, com o Iraque retomando a produção em um de seus campospetrolíferos, que são responsáveis por 0,5% da oferta mundial de petróleo. Há também oandamento das negociações para encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia.

O Iraque retomou a produção do campo petrolífero de West Qurna 2, que pertence à russaLukoil, um dos maiores do mundo, que teve sua produção drasticamente reduzida após um vazamentoem um oleoduto de exportação, disseram à agência Reuters nesta segunda-feira dois funcionáriosdo setor energético iraquiano.

No mês passado, a Lukoil declarou força maior em West Qurna 2, após ser atingida porsanções juntamente com a Rosneft, como parte da iniciativa do presidente dos EUA, Donald Trump,para pôr fim à guerra na Ucrânia.

As negociações para colocar fim à guerra entre Rússia e Ucrânia, lideradas pelo presidentedos EUA, Donald Trump, seguem afetando a cotação da commodity. “Se algum tipo de acordo foralcançado em um futuro próximo em relação à Ucrânia, as exportações de petróleo da Rússiadeverão aumentar e pressionar os preços do petróleo para baixo”, disse Tamas Varga, analista domercado de petróleo da PVM.

“Os diversos desfechos potenciais da mais recente tentativa de Trump de pôr fim à guerra podemdesencadear uma oscilação na oferta de petróleo de mais de 2 milhões de barris por dia”,disseram analistas do ANZ em uma nota para clientes.

“Qualquer prêmio de risco geopolítico será ponderado em relação aos sinais de um excedenteglobal crescente, com o aumento da oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo eAliados (Opep+) e de países não pertencentes à Opep superando o modesto crescimento da demanda”,disseram analistas da Aegis Hedging.

O analista do Commonwealth Bank of Australia, Vivek Dhar, afirmou que um cessar-fogo é o”principal risco negativo para as perspectivas dos preços do petróleo, enquanto danos contínuosà infraestrutura petrolífera da Rússia representam um risco positivo significativo”.

“O tão aguardado excesso de oferta no mercado de petróleo deve aparecer em 2026, mas as fortescompras chinesas, as aquisições da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR) dos EUA e uma pausa oumesmo cortes por parte da Opep+ devem dar suporte em torno de US$ 60 por barril”, afirmam analistasdo Citi Research em sua perspectiva anual para commodities.

O conflito entre Rússia e Ucrânia “pode persistir, mas eventualmente chegar a um acordo emmeados de 2026, enquanto os riscos de curto prazo relacionados à Venezuela podem dar lugar a umaforte recuperação da oferta”, dizem eles.

Perto do fechamento, às 15h31, o preço do contrato do petróleo WTI negociado na Nymex comentrega para janeiro caía 2,08%, cotado a US$ 58,84 o barril. Já o preço do contrato do Brentnegociado na plataforma ICE, com entrega para fevereiro recuava 1,93%, cotado a US$ 62,47 o barril.

Vanessa Zampronho / Agência CMA

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