Futuros passam a cair, com Trump dizendo que governo pode subsidiar petrolíferas para trabalhar na Venezuela

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Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 6 de janeiro de 2026 – Os preços dos contratos futuros do petróleo passaram a cairna tarde desta terça-feira, com os investidores manifestando preocupação a respeito dadeclaração do presidente dos EUA, Donald Trump. Ele disse que o governo norte-americano podesubsidiar petrolíferas do país para trabalhar na reconstrução da infraestrutura de petróleo naVenezuela.

“Uma quantia enorme de dinheiro terá que ser gasta, e as companhias petrolíferas gastarãoesse dinheiro, e depois serão reembolsadas por nós ou por meio da receita”, disse Trump nasegunda-feira à noite em uma entrevista à rede NBC.

Trump declarou à imprensa que, daqui para frente, as empresas petrolíferas americanas estarão”muito envolvidas” na revitalização da indústria petrolífera da Venezuela.

Rob Thummel, gestor sênior de carteiras da Tortoise Capital, afirmou que “seria improvável, acurto prazo”, que os produtores de petróleo e gás dos EUA começassem a investir na Venezuela. “Éprovável que os operadores americanos e internacionais aguardem por clareza e estabilidadepolítica antes de comprometerem-se com os milhões ou bilhões de dólares necessários parareconstruir a indústria petrolífera da Venezuela”, disse Thummel.

Ontem, no primeiro dia útil depois da intervenção dos EUA na Venezuela, a cotação dopetróleo fechou em alta, ainda sem sentir os efeitos da captura do presidente venezuelano, NicolásMaduro, por parte dos norte-americanos. No curto prazo, a remoção de Maduro provavelmente traráde volta cerca de 200 mil barris por dia para o mercado global de petróleo. Essa é a quantidadeestimada de barris que os EUA mantiveram fora do mercado com suas sanções contra a Venezuela, deacordo com o Morgan Stanley.

Mas ainda faltam mais certezas para que as petroleiras voltem a investir na Venezuela.”Precisaremos de investimentos significativos na infraestrutura petrolífera da Venezuela, apósanos de negligência. E para que esse investimento se concretize, precisaremos que empresaspetrolíferas estrangeiras concordem em investir na indústria nacional (venezuelana)”, afirma oanalista da ING, Warren Patterson.

“A maior parte da produção atual de petróleo da Venezuela é destinada à China, enquanto asrefinarias americanas importam atualmente pouco menos de 150 mil barris por dia”, acrescenta.

O fator excesso de oferta voltou a pairar nas mesas de negociações, além da turbulência naAmérica Latina. “É prematuro avaliar o impacto da prisão de Nicolás Maduro no balançopetrolífero. O que parece óbvio, no entanto, é que o fornecimento de petróleo será suficienteem 2026, com ou sem aumento da produção do membro da Organização dos Países Exportadores dePetróleo (Opep)”, afirma o analista da PVM Oil, Tamas Varga.

Por volta de 13h29 (horário de Brasília), o preço do contrato do petróleo WTI negociado naNymex com entrega para fevereiro caía 0,48%, cotado a US$ 58,05 o barril. Já o preço do contratodo Brent negociado na plataforma ICE, com entrega para março recuava 0,35%, cotado a US$ 61,56 obarril.

Vanessa Zampronho / Safras News

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