São Paulo, 23 de janeiro de 2025 – O ministro da Casa Civil, Rui Costa, informou que dentre aspropostas de medidas para contribuir com a redução do preço dos alimentos não há apossibilidade de se utilizar produtos com validade vencida em supermercados. Em entrevista à TV CNNBrasil, o ministro esclareceu que não haverá intervenção governamental para forçar de modoartificial a queda dos preços.
“O presidente Lula se reuniu com as entidades atacadistas de supermercado no final do ano passado eelas apresentaram um conjunto de sugestões, foram várias. A venda de produtos com validade vencidanão é a cultura, nem a prática do Brasil. Para alimentos, para uso pessoal, eu acho que não fazparte da nossa cultura isso e não está no nosso cenário adotar essa medida”, disse Costa.
O ministro explicou que o objetivo dos encontros a serem conduzidos nas próximas semanas édirecionar estímulos e soluções que foquem no aumento da produção de alimentos que tiverammaior variação de preços recentemente.
“O governo tem vários programas já existentes de estímulo à produção alimentos agrícolas dopaís organizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pelo Ministério doDesenvolvimento Agrário. Os dois ministérios devem apresentar sugestões para que tipo de medidaspodem ser adotadas para estimular uma maior produção”, disse, acrescentando que as sugestõesserão discutidas entre os ministros e envolverão representantes dos setores envolvidos.
De acordo com ele, é necessário aguardar as reuniões e o avanço das discussões, porque adepender do tipo de alimento, o tempo de resposta dos eventuais estímulos é diferente. “A partirde agora, nós vamos, da forma mais rápida possível, independentemente de ter o conjunto dasmedidas, as primeiras medidas que forem consenso já podem ser implementadas”, sinalizou.
Ainda segundo o ministro, o governo não trabalha com a hipótese de lançar um pacote único comdiversas medidas. Nós vamos discutir as propostas que foram apresentadas pelos associações querepresentam o setor de produção de alimentos e o que mais for acrescentado pelos ministérios ehavendo concordância e viabilidade técnica e jurídica, o governo irá apresentar e implementar,pontuou.
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