SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Até 2028, a cidade de Manaus deve ganhar um hotel da rede americana Hilton. O novo empreendimento, diz a marca, será construído “entre os dois shoppings mais importantes da cidade, a poucos minutos do aeroporto internacional”, e faz parte de um pacote de mais de 30 inaugurações de dez diferentes bandeiras que a rede pretende fazer para dobrar sua presença no Brasil até 2030.
Além do Hilton Manaus, estão nos planos a abertura do Casa Costa Ilhabela, ainda neste ano e, em 2028, do Sanpiero Hotel Caminhos de Pedra, em Bento Gonçalves (RS), e do Garden Inn, em Natal.
Também em 2028, a rede ainda planeja abrir um Tru by Hilton nas imediações do aeroporto de Congonhas, que também deve ganhar um Garden Inn até 2029, quando a bandeira deve chegar ainda ao aeroporto de Florianópolis.
Para o vice-presidente executivo da Hilton, as inaugurações refletem um panorama macroeconômico positivo do Brasil e o baixo número de quartos de hotel em relação à população total.
“A economia está crescendo, e a classe média vem crescendo junto, o que historicamente consideramos um dos maiores impulsionadores do turismo”, afirma Cristian Charnaux, que também é diretor de desenvolvimento da Hilton e esteve no Brasil para rodadas de negociações com parceiros.
“É essa combinação, já observada em outros mercados pelo mundo, que nos indica um padrão bastante previsível do que acontecerá a longo prazo. É o que nos faz confiantes com o potencial do mercado brasileiro.”
A expansão da marca no país não acontece com dinheiro da própria Hilton, mas dos proprietários, como a marca chama os seus sócios locais. A depender do contrato, eles são responsáveis pela construção ou operação dos hotéis, ou as duas coisas. A Hilton, por sua vez, também pode assumir a operação, mas entra principalmente com a marca, garantindo a consistência e a qualidade do serviço, e com sua imensa base de clientes são mais de 200 milhões só no seu programa de fidelidade, o Hilton Honors.
“A maior parte desse crescimento se dará em direção a marcas globais que possam oferecer uma experiência excepcional aos hóspedes, além de gerar retornos expressivos para os proprietários”, diz Charnaux.
Segundo ele, os hotéis que entram para o ecossistema da Hilton conseguem ter margens de lucro até 15% maiores do que conseguiriam em outras redes (como a Marriot, sua principal concorrente), graças a custos menores gerados pela economia de escala e pela própria clientela da Hilton, mais premium.
Nem todas as novidades brasileiras no portfólio da Hilton serão construídas do zero. Muitos deles são conversões, isto é, quando um hotel que já existe passa por adequações para ganhar uma bandeira da marca como aconteceu com o atual Hilton Copacabana em 2017.
Sob este modelo, mais recentemente foram inaugurados o Yoo2 Rio de Janeiro (da TapestryCollection by Hilton), e o Garden Inn de Maceió considerados tão bem-sucedidos que a Hilton avalia trazer ao país uma bandeira voltada a conversões, a Spark by Hilton, que já tem 220 hotéis em nove países.
Charnaux afirma que, mundo afora, apenas 35% dos hotéis são totalmente independentes, enquanto no Brasil, esse número está na casa dos 70%, o que indica que há bastante espaço para o crescimento da rede no Brasil, que é o principal mercado na região da América Latina e Caribe.
Não à toa, 25% dos quartos que a Hilton planeja para a região serão abertos por aqui. “É um mercado em crescimento do qual acreditamos que conquistaremos uma fatia cada vez maior”, afirma.
Apesar de numerosas, as inaugurações previstas pela Hilton para o mercado brasileiro não
incluem nenhuma bandeira de luxo, segmento da hotelaria que tem recebido grandes investimentos, nacionais e estrangeiros, em diferentes projetos pelo país. Segundo Charnaux, a decisão sobre quais marcas trazer ao país acontece, antes de tudo, a partir da demanda identificada pelos proprietários.
“Tivemos conversas sobre projetos potenciais no segmento de luxo, mas trazemos para o mercado as marcas mais adequadas ao que os proprietários desejam, a partir do que os hóspedes demandam”, diz o executivo.