Indices futuros sobem, com impulso das big techs, mas com Oriente Médio no foco; Treasuries operam estáveis

Uma image de notas de 20 reais

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 16 de março de 2026 – Os índices futuros do mercado de ações dos Estados Unidosoperam em alta na manhã desta segunda-feira, influenciados pela valorização dos ativos das bigtechs, mas sem deixar de lado a tensão no Oriente Médio.

As ações da Meta subem 3% nas negociações pré-mercado, depois que uma reportagem daagência Reuters afirmar que ela planeja reduzir sua força de trabalho em 20% ou mais paracompensar os altos custos com infraestrutura de inteligência artificial e se preparar para a maioreficiência proporcionada por trabalhadores assistidos por IA.

Além disso, os mercados aguardam as novidades da Nvidia, cujo congresso anual começa hoje evai até o dia 19 de março. “Se Jensen Huang [CEO da Nvidia] conseguir demonstrar que a empresa temo hardware necessário para liderar não apenas a criação de IA, mas também para viabilizar seuuso cotidiano, este evento poderá ser um momento crucial para consolidar a confiança de que aNvidia continuará sendo o nome de referência na próxima etapa da corrida da IA”, afirma MattBritzman, analista sênior de ações da Hargreaves Lansdown, que possui ações da empresa desemicondutores.

Mas as tensões no Oriente Médio persistem. Os mercados parecem estar mais otimistas sobre umapossível reabertura do Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, fez um pedido decriação de uma coalizão internacional para ajudar na reabertura desse canal.

Michael Brown, estrategista sênior da Pepperstone, afirmou que os mercados e as perspectivasmacroeconômicas dependem mais de quando o trânsito pelo Estreito começar a se normalizar do quedo fim das hostilidades.

“Quanto mais tempo o estreito permanecer intransitável, mais restrita ficará a oferta demercadorias, o que provavelmente aumentará os preços e, consequentemente, maior será o impulsoinflacionário”.

Japão e Austrália informaram que não devem enviar forças militares para a região. A Chinatampouco deu algum retorno. Trump condicionou a visita ao país se Pequim também participar dacoalizão.

“Os investidores devem reconhecer o sinal aqui. Eventos diplomáticos, cúpulas e visitas deEstado já não são marcos cerimoniais ou previsíveis nas relações internacionais. Eles estãose tornando ferramentas de barganha usadas para exercer pressão ou moldar resultadosestratégicos”, comenta o CEO da deVere Group, Nigel Green.

Há também a expectativa pela reunião do Fed, nesta quarta-feira às 15h (horário deBrasília). A expectativa é pela manutenção dos juros. “Não esperamos que a decisão sejaunânime. É provável que alguns membros apresentem dissidência a favor de um corte de juros,observando que a restrição da política monetária está pesando sobre o mercado de trabalho”,afirmam analistas da ANZ Research.

Os juros dos Treasuries operam estáveis, aguardando o Fed e sob efeito da divulgação do PIB e PCE, na semana anterior. “Os dados mais recentes sobre a inflação PCE indicam que o cenárioinflacionário já não era favorável mesmo antes da crise no Oriente Médio”, afirma SonuVarghese, estrategista-chefe de macroeconomia do Carson Group, acrescentando que o núcleo do PCE”só tende a subir à medida que o choque energético for superado”.

Por volta de 8h08 (de Brasília), os juros das notas do Tesouro de 10 anos operavam em 4,25%.Enquanto isso, os juros das notas para 2 anos em 3,70%.

Já os índices futuros do Dow Jones sobem 0,48%, a 47.112,00 pontos; o Nasdaq 100 sobe 0,84%, a24.812,75 pontos, e o S&P 500 opera em alta de 0,70%, a 6.733,00 pontos.

Vanessa Zampronho / Safras News

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