[AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DC NEWS]
Com o desemprego se mantendo no menor nível histórico – o resultado do trimestre encerrado em janeiro mostrou estabilidade –, o mercado de trabalho vê cair a informalidade. Segundo o IBGE, a taxa recuou para 37,5%, ante 38,4% em igual período de 2025. É a menor desde julho de 2020, durante a pandemia, ano que registrou as taxas mais baixas da série (confira quadro ao final do texto). Esse percentual equivale a 38,5 milhões de trabalhadores informais, em um universo de 102,7 milhões de ocupados – 1,7% a mais em 12 meses (+1,7 milhão). De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, o total de desempregados foi a 5,8 milhões, queda de 1% no trimestre (-59 mil) e redução de 17,1% em um ano (-1,2 milhão). A taxa de desemprego se mantém em 5,4%, a mesma do trimestre encerrado em outubro e abaixo de janeiro do ano passado (6,5%). É, também, a menor da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.
“A taxa de informalidade vem em queda desde 2022, com aceleração dessa trajetória a partir de 2023”, afirmou a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beriguy. Segundo ela, dois fatores influenciaram o resultado no trimestre móvel mais recente (outubro-novembro/2025-janeiro/2026): a tendência de queda do emprego sem carteira no setor privado e de expansão da cobertura de registro no CNPJ dos trabalhadores por conta própria. Pelos números da Pnad, os sem carteira somam 13,4 milhões, -1,3% nas comparações trimestral e anual. Os trabalhadores por conta própria são 26,2 milhões, com estabilidade no trimestre e alta de 3,7% no ano. Os sem CNPJ são maioria (18,9 milhões), mas crescem menos que os com CNPJ (7,3 milhões): 1,5% e 9,7%, respectivamente.
No mercado formal, o número de empregados no setor privado com carteira assinada foi a 39,4 milhões. Estável no trimestre e com aumento de 2,1% no ano – 800 mil pessoas a mais. E os trabalhadores no setor doméstico são 5,5 milhões, também sem variação trimestral e com queda anual de 4,5% (-257 mil).
Estimado em R$ 3.652, o rendimento real atinge novo recorde, crescendo 2,8% no trimestre e 5,4% no ano. A massa de rendimentos (R$ 370,3 bilhões) teve alta de 2,9% e 7,3%, respectivamente. Empregados com carteira ganham R$ 3.291, em média (+2,8% em 12 meses) e sem carteira, R$ 2.601 (+6,4%) – o primeiro grupo recebe 26,5% a mais. No caso do trabalhador por conta própria, a média é de R$ 3.065 (+7,8%), mas com variação significativa – de 129% – entre os que têm CNPJ (R$ 5.172) e não têm (R$ 2.257).
Entre os setores de atividade, o comércio (que inclui reparação de veículos) soma 19,5 milhões de ocupados, com estabilidade na variação anual (0,5%). A indústria tem 13 milhões (-0,7%) e a construção civil, 7,4 milhões (-1,1%). São 7,8 milhões na agropecuária (+1,8%). A maior alta em relação a 2025 foi na administração pública, que abrange defesa, seguridade, saúde e educação: +6,2% (19,1 milhões).
Taxa de desocupação – Brasil – 2012/2026

