Investimento publicitário na internet chega a 41,3% de share e deve ultrapassar TV este ano

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Frente a 2024, mercado publicitário na internet cresce 12,3%
(Zanone Fraissat / Folhapress)
  • Setor publicitário movimenta R$ 28,9 bilhões em 2025, alta de 13,8% sobre 2024. TV (aberta e fechada), internet e out of home lideram
  • Dos R$ 11,7 bilhões investidos em internet, maior fatia (R$ 7,1 bilhões, 60,6%) vai para displays – banners espalhados pelos sites
Por Anna Scudeller

[AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DC NEWS]
O investimento publicitário na internet brasileira deve ultrapassar o da televisão este ano. Hoje, o universo digital representa 40,6% dos investimentos publicitários em mídia, contra 41,3% da televisão (aberta e fechada). Em 2024, a internet representava 39,8% do volume, contra 42,4% da TV. Essa diferença, de 2,6 pontos percentuais, caiu para 0,7 ponto no ano passado. Os dados são do Cenp-Meios, divulgado pelo Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário (Cenp), que reúne informações de 330 agências de publicidade do país.

O terceiro canal a atrair investimentos é o out of home (OOH, a mídia exterior), que ficou com 12,1% de share. Juntos, os três meios ficam com 94% do total investido. O restante é compartilhado por rádio (3,8%), jornal impresso (1,4%), revista (0,3%) e cinema (acima 0,3%). Assim, no total a publicidade brasileira em mídia somou R$ 28,9 bilhões, crescimento de 13,8% sobre 2024.

De acordo com o relatório, em 2025 o faturamento no segmento online somou R$ 11,7 bilhões, frente a R$ 3,7 bilhões de 2020. Nesse período, a alta foi de 210%. No mesmo recorte, a TV como um todo (aberta e fechada) cresceu num ritmo muito menor, de R$ 8,2 bilhões para R$ 11,9 bilhões (+45%), em valores não deflacionados.

Conforme a pesquisa, dentro dos investimentos em internet, há cinco categorias (áudio, busca, display, redes sociais e vídeos). A maior fatia (R$ 7,1 bilhões) vai para os displays – banners espalhados pelos sites –, que representam 60,6% do total digital. Por fim, seguem redes sociais (R$ 2,9 bilhões/24,4% de share), vídeos (R$ 1 bilhão/8,4%), buscas (R$ 740 milhões/6,3%) e áudios (R$ 35 milhões/0,3%).

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