Israel diz ter matado 4 supostos combatentes palestinos em Rafah

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Israel disse, nesta segunda-feira (9), que matou quatro supostos combatentes palestinos em Rafah, no sul da Faixa de Gaza. Eles teriam saído de um túnel e aberto fogo em direção a soldados, segundo um comunicado do Exército.

A nota militar diz que houve “uma violação flagrante do acordo de cessar-fogo”, em vigor desde 10 de outubro, e que os soldados “continuam atuando no setor para localizar e eliminar todos os terroristas que estão dentro da rede de túneis”. De acordo com o documento, nenhum israelense ficou ferido.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 574 pessoas foram mortas e 1.518, feridas no território desde o início do cessar-fogo.

O órgão é controlado pelo Hamas, e verificações independentes, em geral, são impossibilitadas pelo bloqueio que Israel impõe à imprensa internacional no território. Apesar disso, a ONU considera os números confiáveis e, recentemente, Tel Aviv reconheceu que a cifra de 70 mil palestinos mortos durante guerra, fornecida pelo grupo terrorista, está correta.

A passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, é o único acesso ao exterior para os habitantes de Gaza, e permaneceu fechada em grande parte fechada desde maio de 2024. Na segunda-feira passada (2), Israel aceitou reabrir o local de forma muito limitada.

Nesse período, apenas 200 palestinos transitaram pelo local. O grupo é formado principalmente doentes ou feridos levados para o Egito acompanhados por seus familiares e residentes que retornaram após receber atendimento médico.

Neste domingo (5), o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (OHCHR) alertou para um possível padrão de maus-tratos, abusos e humilhações por parte das forças israelenses nessas transferências.

“Ao chegarem ao posto de controle israelense, os retornados descreveram um padrão de violência, interrogatórios degradantes e revistas corporais invasivas, em alguns casos enquanto estavam vendados e algemados”, diz o órgão.

Apesar da trégua, a violência continua em Gaza. Na quarta-feira (4), bombardeios e ataques aéreos de Israel mataram ao menos 25 pessoas, incluindo sete crianças, de acordo com o Ministério de Saúde do território e a Cruz Vermelha. Pelo menos um paramédico da organização humanitária foi morto nos ataques.

Tel Aviv diz que os bombardeios ocorreram após um atirador disparar contra soldados israelenses e ferir de forma grave um reservista. A ofensiva atingiu as regiões da Cidade de Gaza, no norte do território, e de Khan Yunis, no sul.

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