Lula diz que Haddad e Alckmin têm papel a cumprir em SP nas eleições

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Lula (PT) disse, nesta quinta-feira (5), que o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), têm um papel a cumprir nas eleições de São Paulo.

Nenhum dos dois demonstra vontade de se candidatar a um cargo pelo estado. Lula, porém, precisa de aliados fortes concorrendo ao governo e às vagas do Senado no maior colégio eleitoral do país para impulsionar a própria campanha de reeleição.

“Temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo. Eles sabem”, afirmou o presidente da República em entrevista ao portal UOL.

A fala de Lula aumenta a pressão sobre Haddad e Alckmin. No fim de janeiro, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, já tinha dado declaração semelhante sobre o ministro da Fazenda.

“Acho que numa situação como essa, de enfrentamento grande, todos têm que entrar em campo, vestir a camisa e fazer o que melhor sabem fazer na disputa eleitoral. Então, defendo que todos os quadros nossos, inclusive o ministro Haddad, sejam candidatos. Precisamos fazer a disputa nos estados contra a extrema direita”, disse ela em conversa com jornalistas.

Lula afirmou, na entrevista desta quinta, que a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), também terá um papel na eleição e que ainda não conversou com ela. Petistas querem lançá-la como candidata a algum cargo no estado.

A ministra poderá transferir seu domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para São Paulo. É provável que, para apoiar Lula na eleição, precise também mudar de partido. O MDB, ao qual é filiada, apoia o governador bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos) no território paulista.

Durante a entrevista, o presidente também mencionou o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que resiste a uma candidatura ao governo mineiro. Lula quer que ele dispute o cargo dentro de sua aliança.

“Eu ainda não desisti de você, viu Pacheco? Você sabe que nós vamos ter uma conversa e eu acho que você pode ser o futuro governador de Minas Gerais”, declarou o petista.

FIM DA ESCALA 6 X 1

Lula defendeu ainda, durante a entrevista, uma das principais bandeiras eleitorais de seu governo para 2026, o fim da escala de trabalho 6×1 (6 dias de trabalho e 1 de folga). O tema deve ser explorado durante a campanha de reeleição do petista.

“Essa não é uma tarefa só do governo. O governo tem que estabelecer uma discussão com o Congresso Nacional. Nós vamos estabelecer discussão com o empresariado e com os trabalhadores e fazer aquilo que é possível. O dado concreto é que está na hora da gente fazer uma mudança na jornada de trabalho desse país para que o povo tenha mais tempo de estudar, de pensar”, disse Lula.

Segundo o presidente, o governo tem que estabelecer um diálogo sobre o tema com o Congresso Nacional. O agora ex-líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou na terça (3) que, após o Carnaval, o projeto de lei com urgência constitucional para acabar com esse regime de trabalho será enviado ao Legislativo.

“Quem viveu no mundo do trabalho, como eu, sabe que hoje a juventude e as mulheres querem mais tempo, mais tempo para estudar, mais tempo para cuidar da família. Com o avanço tecnológico, a produção aumentou muito. Então você não precisa exigir de todo mundo isso”, afirmou ainda o presidente.

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