BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O empresário João Carlos Mansur, ex-dono da Reag, gestora investigada no caso Master e suspeita de envolvimento com o crime organizado, disse que a empresa não era de fachada, não tinha investidores ocultos e foi penalizada por ser independente.
As declarações foram dadas em depoimento nesta quarta-feira (11), na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, no Senado Federal.
Ele acrescentou que a gestora funcionava no modelo de “partnership”, ou seja, com vários sócios e que todas essas informações são públicas.
“Todos esses dados estão disponíveis no site da companhia, que é uma companhia aberta, ou seja, a gente presta regularmente informações ao mercado, a CVM, a B3 e ao Banco Central. Nós éramos auditados por uma empresa internacional”, disse.
A Reag é investigada no caso Master e suspeita de envolvimento com o crime organizado. Investigadores também alegam que a gestora foi implicada em um esquema criminoso para ocultação de lucros ilícitos por meio de veículos de investimento há muito utilizados pela elite brasileira devido a sua discrição e isenções fiscais.