Me preocupo com antecipar coisa sem necessidade, diz Flávio sobre divulgação de plano de governo

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta quinta-feira (19) temer antecipar projetos sem necessidade com a divulgação de seu plano de governo.

Como a Folha de S.Paulo mostrou nesta quarta, o senador decidiu adiar a divulgação de seu plano de governo diante de seu crescimento nas pesquisas eleitorais, para evitar que as propostas sejam usadas para atacá-lo.

A intenção da campanha de Flávio era apresentar o plano de governo no próximo dia 30. A data, segundo o senador, foi uma sugestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que ainda não havia confirmado presença no evento.

“A gente vai conversar com o governador Tarcísio. Ele sugeriu que fizéssemos no dia 30 uma apresentação. Vamos conversar ainda. Não tem adiamento, mas eu tenho minha preocupação de querer antecipar muita coisa sem necessidade”, disse o senador antes de encontro do grupo Lide no Rio de Janeiro.

Na visão de integrantes da campanha, Flávio vive um bom momento, com alta nas pesquisas e lançamento de candidatos aliados nos estados, e não há a necessidade de um fato novo, como a divulgação das diretrizes do programa —que poderia atrair apoio do mercado, mas também causar ruídos.

A mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada em 7 de março, mostrou Flávio empatado tecnicamente com Lula (PT) em simulação de segundo turno: o presidente tem 46% ante 43% do rival.

Inicialmente, a campanha planejava usar o plano de governo para mostrar que Flávio é um candidato consistente e que chegaria ao poder mais preparado do que o pai, com um programa claro do que seria feito nos primeiros dias. O exemplo usado na campanha é a gestão de Javier Milei na Presidência da Argentina, mas com um plano menos radical.

O plano de governo serviria, na visão inicial do PL, para dar tração à pré-candidatura do primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi escolhido pelo pai como sucessor apesar da resistência do centrão, do agronegócio e do mercado financeiro, que preferiam que Tarcísio fosse o candidato da direita.

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