São Paulo, 16 de janeiro de 2026 – No cenário político, dois pontos chamam a atenção do mercadofinanceiro brasileiro. O desenrolar do Caso Master e os resultados das primeiras pesquisas deintenção na corrida à presidência da República. Nesta semana, as avaliações estiveramconcentradas nos números da pesquisa Quaest.
A pesquisa apontou que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lidera todos os sete cenáriosna disputa. No primeiro turno: Lula tem 36% contra 23% de Flávio Bolsonaro e 9% de Tarcísio deFreitas. Em outro cenário, com Ratinho Jr, Lula tem 35%, Flávio 26% e Ratinho Jr, 9%. No segundoturno, Lula ganha de Tarcísio de 44% por 39% e de Flávio de 45% a 38%.
A Quaest mostrou ainda que o trabalho do presidente Lula (PT) no governo é desaprovado por 49% doseleitores e aprovado por 47%. Os números representam empate técnico, assim como na pesquisaanterior, divulgada em dezembro, quando 49% desaprovavam o governo Lula e 48% aprovavam. Adiferença entre aprovação e desaprovação está agora em dois pontos. Na pesquisa anterior, erade um ponto (49% desaprovavam e 48% aprovavam). Desde outubro, a pesquisa mostra empate entre osíndices de desaprovação e aprovação.
Os números mostram que a posição do atual presidente segue estabilizada. Lula inicia o ano comcerto favoritismo e ainda com a possibilidade de usar a máquina pública para consolidar ou ampliarsua liderança. Esse quadro traz preocupação dupla ao mercado: primeiro, porque Lula está longede ser o preferido da Faria Lima e, em segundo lugar, pelos temores do impacto de uma campanhaeleitoral sobre as contas públicas.
Outro ponto a ser destacado é o crescimento orgânico de Flávio Bolsonaro, após o renovado apoiode seu pai. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, diante das novas pesquisas, vai enfraquecendo odiscurso de que o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, seria mais competitivo emuma disputa com Lula. Tarcísio, o preferido do mercado financeiro, ainda tem mais fôlego em umeventual segundo turno com o atual presidente, mas a diferença entre ele e Flávio é pequena.
Neste momento, o quadro aponta para a confirmação de Lula como candidato do governo e uma direitaainda rachada entre um candidato da família Bolsonaro e uma opção mais moderada, como Tarcísio,o preferido do centrão e do mercado.
Segundo apuração da BDM Online, a liquidação extrajudicial da CBSF DTVM, ex-Reag, pelo BancoCentral marca mais um capítulo do caso Master e foi lida na Faria Lima como um sinal de forçainstitucional do BC, apesar das pressões políticas e judiciais recentes. Em termos políticos e daJustiça, a semana foi marcada pelo vai-e-vem do ministro Dias Toffoli, que recuou novamente eautorizou a PF a periciar o material apreendido na operação. O Senado criou um grupo de trabalhona CAE para acompanhar as apurações.
Chama muito a atenção neste momento a atuação das instituições neste caso, exercendo muitapressão no BC e na PF. Toffoli e o Tribunal de Contas da União excedem suas funções e parecemdispostos a dificultar o processo de investigação.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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