Minerva é a maior queda do Ibovespa após tarifas da China

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São Paulo, 2 de janeiro de 2026 – O setor frigorífico cai em bloco na sessão desta sexta-feira(2) após o Ministério do Comércio da China confirmar no último dia 31 a imposição de umatarifa adicional de 55% sob a carne bovina brasileira, que incidirá quando os volumes ultrapassaremcotas previamente estabelecidas.Por volta das 12h17, a Minerva (BEEF3) figurava como a principal baixa do Ibovespa, de 4,86%, a R$5,48, enquanto os papéis da MBRF (MBRF3) recuavam 3,90%, a R$ 19,20. Já JBS (JBSS32) tinha perdade 2,41%, a R$ 77,22.

Para o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, da RB Investimentos, a notícia de cotade 1,1 milhão de toneladas para as importações de carne da China para o Brasil é bem negativapara as ações do setor de proteínas, justificando as quedas mais intensas dos papéis dascompanhias no início do primeiro pregão de 2026.

O analista avalia que a diferença em relação às tarifas anunciadas pelos Estados Unidos é que oanúncio chinês não parece ser “negociável”, mas uma decisão estratégica pensada para ser algode médio a longo prazo. “O ponto, assim como na questão tarifária, visto em Minerva, JBS e MBRFfoi buscar alternativas nos países vizinhos. O Brasil começou a exportar carne para a Argentina econcentrou as exportações da Argentina para os Estados Unidos. As empresas podem fazer algosemelhante e pode tentar atingir as cotas com as suas plantas em outros países. A Minerva é amaior exportadora de proteína animal para a China, disse o analista. “Outra diferença é a boarelação entre os países.”

Apesar dos pontos mencionados, Cruz reitera que a notícia é negativa. “A China é extremamentepróxima ao Brasil, o governo disse que vai tentar tirar o que está em trânsito das cotas, mas éclaro que é uma notícia ruim, por que é uma mudança relevante em um dos maiores mercados dacarne brasileira. Ainda têm outros mercados, têm vários em crescimento, na Ásia, na África,que estamos começando a estabelecer relação comercial, mas é um início de ano com uma notíciabem negativa para o setor”, finaliza.

Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)

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