Novo Nissan Kait mede forças com o Volkswagen T-Cross, líder entre os SUVs

Uma image de notas de 20 reais

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Nissan Kait e Volkswagen T-Cross já estão há tempos por aí. A origem desses modelos remonta a 2014 e a 2016, respectivamente, quando foram apresentados como conceitos.

Para quem não está ligando o nome à pessoa, cabe lembrar: o Kait é a primeira geração do Kicks, que recebeu um novo visual na frente e na traseira. O modelo da Volks também mudou ao longo dos anos, mas de forma mais sutil e mantendo o nome.

São propostas diferentes. Enquanto o T-Cross, que é o líder de sua categoria, oferece duas motorizações turbo e tem mais opções, podendo custar até R$ 203.490 na versão Extreme 250 TSI (150 cv), o Kait está posicionado na base do segmento de SUVs compactos e oferece o 1.6 flex (113 cv) como única opção. Mas há pontos de interseção.

A versão mais equipada do modelo Nissan chama-se Exclusive e custa R$ 152.990. O modelo passou pelo teste Folha Mauá.

Seu pacote de equipamentos inclui ar-condicionado com ajuste digital de temperatura, rodas de liga leve aro 17, bancos com revestimento que imita couro e controle adaptativo de velocidade (conhecido como piloto automático). Há também seis airbags e partida por botão (chave presencial), itens comuns a todas as versões.

NISSAN KAIT EXCLUSIVE

Preço: R$ 152.990 (fevereiro/2026)

Motorização: flex, 1.598 cm³; 113 cv com etanol e 110 cv com gasolina, a 5.600 rpm

Torque: 15,2 kgfm com etanol e 14,9 kgfm com gasolina, a 4.000 rpm

Transmissão: câmbio automático do tipo CVT, que simula seis marchas

Pneus: 205/55 R17

Peso: 1.157 kg

Porta-malas: 432 litros

Comprimento: 4,30 m

Largura: 1,76 m

Altura: 1,61 m

Entre-eixos: 2,62 m

Capacidade do tanque: 41 litros

Aceleração (0 a 100 km/h, em segundos): 12 (etanol) e 11,9 (gasolina)

Retomada (80 km/h a 120 km/h, em segundos): 9,3 (etanol) e 9,4 (gasolina)

Consumo urbano (km/l): 7,4 (etanol) e 11,2 (gasolina)

Consumo rodoviário (km/l): 14,6 (etanol) e 19,6 (gasolina)

Autonomia rodoviária com etanol (a 90 km/h): 599 km

Autonomia rodoviária com gasolina (a 90 km/h): 804 km

Dados sobre preço, potência, dimensões e capacidades são de responsabilidade da montadora; consumo e desempenho foram medidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia

Visto de frente, o Kait agrada pelo estilo atual, com faróis divididos em dois blocos e grade com barras horizontais. O capô traz vincos bem pronunciados nas extremidades, como se fossem músculos. A traseira tem lanternas estreitas e interligadas por uma barra preta. Logo abaixo, o nome do carro aparece em destaque.

Ao entrar, o motorista encontra uma cabine bem cuidada, mas de estilo antiquado. É similar à do antigo Kicks, que chegou às lojas em 2016. Nesse quesito, o T-Cross, que estreou em 2019, parece mais atual, embora igualmente simples.

O Volkswagen foi avaliado na opção 200 TSI (128 cv), que custa R$ 161.490. Os bancos têm forração de tecido cinza e é preciso girar a chave no contato para dar a partida.

Apesar desses detalhes, o pacote de itens é basicamente o mesmo do Kait Exclusive, com a vantagem de ter uma central multimídia melhor e a desvantagem de não trazer a visão 360º que auxilia nas manobras de estacionamento. Esse item estava disponível no Nissan avaliado.

O visual do T-Cross foi retocado em 2024, mas não mudou muito em relação ao original. O que também permanece igual é a posição ao volante, que segue como uma das melhores de sua categoria. O Kait fica um pouco atrás nesse quesito, embora ofereça bancos confortáveis, bem projetados.

VOLKSWAGEN T-CROSS TSI

Preço: R$ 161.490 (fevereiro/2026)

Motorização: flex, turbo, 999 cm³; 128 cv com etanol e 116 cv com gasolina, a 5.500 rpm

Torque: 20,4 kgfm com etanol ou gasolina, a 2.000 rpm

Transmissão: câmbio automático, seis marchas

Pneus: 205/60 R16

Peso: 1.259 kg

Porta-malas: 373 litros

Comprimento: 4,22 m

Largura: 1,76 m

Altura: 1,57 m

Entre-eixos: 2,65 m

Capacidade do tanque: 49 litros

Aceleração (0 a 100 km/h, em segundos): 10,3 (etanol) e 10,7 (gasolina)

Retomada (80 km/h a 120 km/h, em segundos): 7 (etanol) e 7,5 (gasolina)

Consumo urbano (km/l): 9,8 (etanol) e 12,1 (gasolina)

Consumo rodoviário (km/l): 15,1 (etanol) e 19,9 (gasolina)

Autonomia rodoviária com etanol (a 90 km/h): 740 km

Autonomia rodoviária com gasolina (a 90 km/h): 975 km

Dados sobre preço, potência, dimensões e capacidades são de responsabilidade da montadora; consumo e desempenho foram medidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia

Ao acelerar, o motor 1.0 turbo flex da Volkswagen foi superior. Na retomada de 80 km/h a 120 km/h, por exemplo, foi dois segundos mais rápido que o concorrente da Nissan, segundo a medição feita pelo Instituto Mauá de Tecnologia.

A diferença até pareceu maior no uso, devido ao comportamento do câmbio CVT da Nissan. A Volks usa uma caixa automática tradicional, com trocas perceptíveis.

No consumo, houve equilíbrio no uso rodoviário. O T-Cross atingiu a marca de 19,9 km/l na estrada com gasolina, enquanto o Kait chegou a 19,6 km/l. Com etanol no tanque, as médias na mesma condição ficaram em 15,1 km/l e 14,6 km/l, respectivamente.

O acerto do Volkswagen agradou na viagem de 150 km até a pista de testes da ZF, em Limeira (interior de São Paulo). É um carro firme e levemente esportivo, enquanto o Kait vai bem no uso urbano, com suspensão suave.

Entretanto, ambos têm suas falhas enquanto carros de família. Embora ofereça mais espaço que o rival no banco traseiro, o T-Cross fica devendo no porta-malas.

Seus 373 litros de capacidade até podem ser ampliados para 420 litros com a mudança na posição do encosto, mas isso deixa o assento desconfortável para quem viaja na segunda fila.

Já o Kait recebe melhor as bagagens, com seus 439 litros de volume. Entretanto, há menos espaço para as pernas no banco traseiro.

Ao fim do teste, o T-Cross mostrou que tem motivos para ser o líder de vendas entre os SUVs compactos, com a versão 200 TSI oferecendo bom pacote de itens de série para a sua faixa de preço.

O modelo da Nissan também tem seu público, que prioriza a confiabilidade de um conjunto mecânico mais simples associado a um bom nível de equipamentos. Essas são as características herdadas do antigo Kicks, que não por acaso faz sucesso entre motoristas de aplicativo de categorias premium.

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