Organização de Charlie Kirk boicota show de Bad Bunny no Super Bowl

Uma image de notas de 20 reais

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A organização conservadora Turning Point USA, fundada por Charlie Kirk, morto no ano passado, incentivou o boicote ao show de intervalo do Super Bowl com Bad Bunny e criou um show alternativo online.

“The All American Halftime Show” (O Show do Intervalo Todo Americano) foi transmitido ao vivo pelo YouTube. Hoje, a transmissão já atingiu 19 milhões de espectadores.

Show contou com a participação de cantores de música country, que são aliados de Donald Trump. Kid Rock foi a atração principal do evento. Junto ao cantor, subiram ao palco Brantley Gilbert, Lee Brice e Gabby Barrett. A iniciativa dividiu opiniões nas redes sociais.

Trump criticou o show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl. Sem citar o nome do artista, o republicano disse que o show do intervalo foi “absolutamente terrível”. “Um dos piores de todos os tempos”, escreveu na Truth Social sobre a apresentação do porto-riquenho Benito Antonio Martínez Ocasio, 31, conhecido como Bad Bunny.

Para o presidente dos EUA, Bad Bunny afrontou “a grandeza dos EUA”. “Não representa nossos parâmetros de sucesso, criatividade ou excelência”.

“Ninguém entende uma palavra que esse rapaz está falando, e sua dança é repulsiva, especialmente para as crianças que estão assistindo nos Estados Unidos, e por todo o mundo”, disse Donald Trump.

O presidente americano seguiu com as críticas à apresentação, citando dados econômicos dos EUA: “Esse ‘Show’ é apenas um ‘tapa na cara’ do nosso país, que está definindo novos patamares e recordes a cada dia”.

Não há nada inspirador nessa bagunça do Show do Intervalo e, veja, isso vai ganhar ótimos reviews da Fake News Mídia, porque eles não têm nem ideia do que está acontecendo no MUNDO REAL – E, além disso, a NFL deveria mudar imediatamente a ridícula nova regra do início do jogo.

No ano passado, quando show foi marcado, Trump já havia criticado o convite da NFL a Bad Bunny para o Super Bowl. “Nunca ouvi falar dele. Não sei quem ele é, não sei por que estão fazendo isso. É loucura. E eles culpam algum promotor que eles têm. Eu acho ridículo”, afirmou o presidente americano na ocasião.

SHOW NO SUPER BOWL

No intervalo do Super Bowl, Bad Bunny fez um show politizado, mas não citou o ICE, serviço de imigração norte-americano, nem Trump. Cantor convidou Lady Gaga e Ricky Martin para cantarem juntos. Outras celebridades estiveram no palco, incluindo os artistas latinos Pedro Pascal, Becky G, Cardi B e Jessica Alba.

O cantor fez seus discursos em espanhol e lembrou que a expressão ‘América’ se refere a todo o continente, e não exclusivamente aos Estados Unidos. Seus dançarinos entraram no palco carregando bandeiras de todos os países da região, enquanto Bad Bunny citava os nomes de cada nação.

A escolha pelo cantor ocorreu em um momento de expansão da NFL na América Latina. Bad Bunny se tornou um dos principais artistas da atualidade, com estilo musical que une elementos do pop, reggaeton e música latina. O cantor também observou um aumento em sua popularidade, ao superar a marca de 80 milhões de ouvintes mensais no Spotify.

Bad Bunny excluiu os Estados Unidos da turnê de seu álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, que se estende por 2025 e 2026. A justificativa para não incluir o país no calendário foi motivada pelas ações do ICE. “O ICE poderia estar lá fora. E era algo sobre o qual estávamos conversando e que nos preocupava muito”, afirmou, em entrevista para a revista i-D.

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