São Paulo, 2 de abril de 2025 – A sétima edição da Pesquisa Radar Federação Brasileira deBancos (Febraban) apontou que o brasileiro começou o ano de 2025 mais preocupado com a inflação ecom o aumento do custo de vida. A percepção de que os preços estão em elevação saltou de 74%em setembro de 2024 (última edição em que a pergunta havia sido feita) para 89% agora, o maiorpercentual em mais de dois anos. A opinião de que a inflação aumentou nos últimos seis meses éigual ou superior a 85% é generalizada e abrange todos os estratos sociodemográficos e regiõesbrasileiras.
A pesquisa trimestral foi realizada entre os dias 19 e 21 de março 2025 com 2 mil pessoas nas cincoregiões do país. O levantamento mostrou que, por outro lado, a percepção com relação à vidapessoal e familiar se mostra praticamente estável em comparação a dezembro de 2024, com 72% derespostas para “satisfeito” ou “muito satisfeitos”.
Alimentos e outros produtos do abastecimento doméstico consolidam-se no primeiro lugar entre ositens mais impactados pela inflação. Algumas alterações foram observadas entre setembro e marçocomo de maior peso na inflação: 74% indicam alimentos e outros produtos do abastecimentodoméstico, 4 pontos a mais que na onda anterior (70%). O preço dos combustíveis assumiu a segundaposição entre os itens mais afetados (31%), à frente de saúde e medicamentos, agora em terceirolugar (30%).
Segundo a pesquisa, 80% dos brasileiros avaliam que nesse primeiro trimestre sua vida pessoal efamiliar ou melhorou (41%) ou ficou igual (39%). Esse balanço representa um retorno aos patamaresde abril de 2024 (melhorar: 41%; ficar igual: 41%) e abril de 2023 (melhorar: 41%; ficar igual:38%), revelando uma tendência para esse período do ano.
“As notícias sobre a economia, marcadas no primeiro trimestre por temas como aumento da inflaçãoe da taxa de juros, revisão para baixo das previsões de crescimento do PIB e possível impacto daspolíticas comerciais dos EUA sob o novo governo de Donald Trump, trouxeram incertezas para osbrasileiros e impactaram as expectativas em relação ao Brasil no decorrer do ano”, explicou osociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE.
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