80% dos consumidores online querem gastar na Black Friday
Pesquisa da E-bit mostra que clientes devem aproveitar a data para antecipar as compras de Natal. Mas lojistas precisam se preparar para atender à demanda

Uma pesquisa realizada com consumidores que já têm hábito de consumir pela internet indicou que 80% deles desejam gastar na Black Friday este ano, segundo dados da E-bit/Buscapé, empresa especializada em informações do comércio eletrônico.
O levantamento foi feito em agosto, com mais de 2 mil pessoas que realizaram compras na internet nos 12 meses anteriores. A pesquisa sinaliza que ainda há expectativas positivas para o evento, uma das principais datas promocionais para o varejo no Brasil.
LEIA MAIS: Loja na nuvem ou na terra? Melhor unir as duas
"A Black Friday é uma oportunidade de encontrar ofertas para realizar antigos sonhos de consumo, que tiveram de ser adiados para um momento mais oportuno", afirmou em nota André Ricardo Dias, diretor executivo da E-bit/Buscapé.
Assim como em edições anteriores, a proximidade do Natal também impulsiona a data, já que os consumidores aproveitam as promoções para comprar os presentes, em vez de deixar para fazer isso na última hora.
“Os preços estarão mais altos no Natal e pode haver dificuldade de encontrar alguns dos produtos mais desejados”, completa Dias, que lembra que a pesquisa indicou que 45% dos consumidores farão compras na Black Friday para presentear no fim do ano.
Entre aqueles que responderam que não pretendem gastar, 52% disseram que não acreditam na existência de descontos verdadeiros na Black Friday. Para outros 15%, a instabilidade econômica no Brasil foi a justificativa para não fazer compras.
ESTRUTURA É TUDO
Para acabar com a “Black Fraude” de anos anteriores, que gerou inúmeras reclamações no Procon, a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) vem capacitando lojistas desde 2013 para que consigam o selo de certificação “Black Friday Legal”.
A ideia é que pequenos e-commerces adotem boas práticas e operem de acordo com a legislação brasileira voltada ao setor.
Além disso, os lojistas devem se preparar para melhorar os resultados na data que quase desbancou o Natal como a maior em vendas do varejo - inclusive do físico. Afinal, a perspectiva é vender em um dia o que normalmente se vende em um mês.
LEIA MAIS: Para não pisar na bola: os erros mais comuns dos novatos do e-commerce
“É um estouro de boiada, por isso é preciso ter recursos para gerenciar a demanda”, disse Leandro de Carvalho Alves, gerente de Shopper Experience da eFacil, durante evento sobre o setor realizado nesta semana pela FecomercioSP.
Os lojistas que não têm parceria com marketplaces – a melhor opção no caso das pequenas, já que reduzem os custos operacionais – devem, a princípio, buscar boas negociações com fornecedores para oferecer produtos diferenciados a preços acessíveis.
De acordo com Alves, para que o resultado seja positivo, é preciso que toda a cadeia esteja envolvida, desde a parte de inventário de produtos, de marketing e a área de TI - de modo que o site não perca a conexão bem no ato da compra.
“Se não for para salvar as vendas do varejo, conforme a expectativa geral, que a Black Friday venha pelo menos para dar um bom empurrão. Mas é preciso estar preparado para ela”, reforça Alves.
Foto: Thinkstock

