ACSP quer dinamizar o comércio com o Paraguai
Acordo selado nesta segunda-feira envolvendo a entidade cria no Paraguai uma base para dar suporte a empresários brasileiros interessados em investir no país vizinho

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) firmou um acordo de cooperação com o Foro Brasil Paraguai (FBP) visando estreitar ainda mais a relação comercial entre Brasil e Paraguai. O país vizinho tem estimulado a entrada de investimentos estrangeiros nos últimos anos e hoje possui o melhor clima econômico dentro da América Latina.
Segundo Roberto Ticoulat, vice-presidente da ACSP, o acordo, assinado nesta segunda-feira, 27/07, “dinamiza o comércio entre as nações, movimentando mais receitas e empregos”. O acordo faz da FBP uma base que ajudará os empresários brasileiros a compreenderem o funcionamento da legislação paraguaia, permitindo que negócios se concretizem mais facilmente.
O FBP já conta com acordos de cooperação internacional com entidades em ambos os países – entre elas estão Associação Comercial do Paraná (ACP), Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (FIESM), Câmara de Comércio de Assunção (CAMP) e Unión Industrial Paraguaya (UIP).
Assinaram o documento o superintendente institucional da ACSP, Marcel Solimeo, e o presidente do FBP, José Daniel Nasta, para quem a parceria é de extrema importância para as empresas de ambas as nações. “O Paraguai é um país que esteve esquecido por muito tempo, mas cujo poder de investimento aumentou bastante nos últimos anos”, comenta Nasta.
O Paraguai tem atraído o interesse de diversas companhias pelo mundo, incluindo o das brasileiras. “O custo Paraguai é uma vantagem competitiva muito grande em relação à realidade do mundo hoje. O custo China, por exemplo, está aumentando 12% ao ano. Essa janela de oportunidades representa, acima de tudo, uma questão de sobrevivência para as empresas”, afirma o presidente do FBP.
A maior parte da arrecadação do governo paraguaio está concentrada em um único imposto, um IVA (Imposto sobre Valor Agregado). A carga tributária do Paraguai representa 12% do Produto Interno Bruto (PIB), uma das menores do mundo. No Brasil, a carga equivale a 35% do PIB.
Além disso, o custo de um trabalhador no Paraguai é até 30% menor do que o de um brasileiro por causa de encargos trabalhistas mais brandos e a eletricidade é 70% mais barata.
O superintendente institucional da ACSP ainda cita a semelhança linguística como um elemento facilitador para a realização de negócios entre os países. “É um mercado pequeno e que, portanto, comporta também a atuação de pequenas e médias empresas. Além disso, oferece outras tantas vantagens, como energia elétrica mais barata e tributação mais simples e menos onerosa”, diz Solimeo.
A balança comercial entre os países também vem crescendo. Em 2014 o Brasil importou US$ 1,2 bilhão do Paraguai, o dobro do valor de 2008, que foi de US$ 657 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

