Alimentos e energia dão trégua para a inflação
Preços de hortaliças e legumes caíram 10,28% em agosto, segundo levantamento da FGV

A queda nos preços de alguns alimentos e a menor pressão de custos de energia elétrica levaram o Índice de Preços ao Consumidor (IPC- DI), que acompanha preços no varejo, a desacelerar para 0,22% em agosto, ante 0,53% em julho, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Três das oito classes de despesas do IPC perderam força. A maior influência de queda veio do grupo alimentação (0,79% para -0,11%), diante da queda de 10,28% nos preços de hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 1,67% para -10,28%. O preço da batata-inglesa cedeu 20,28%, o do tomate, 17,06% e, o da cebola, 9,70%, no período.
Também registraram desaceleração os grupos habitação (1,03% para 0,36%) e despesas diversas (0,30% para 0,12%). Nessas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens tarifa de energia residencial (3,62% para -0,59%) e alimentos para animais domésticos (1,48% para -0,14%), respectivamente.
Ao contrário, houve maior pressão de alta de preços nos grupos educação, leitura e recreação (-0,07% para 0,48%), transportes (0,00% para 0,18%), saúde e cuidados pessoais (0,56% para 0,64%), vestuário (-0,33% para -0,10%) e comunicação (0,21% para 0,36%).
Nestas classes de despesa, os destaques foram registrados nos itens: passagem aérea (-16,66% para 6,03%), gasolina (0,03% para 0,54%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,37% para 1,19%), roupas femininas (-1,08% para -0,26%) e mensalidade para TV por assinatura (0,60% para 2,08%), respectivamente.
Com o alívio na inflação, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, também arrefeceu. O resultado de agosto foi de 61,83%, ante 68,64% no mês anterior.
CONSTRUÇÃO
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,59% em agosto, um pouco acima da alta de 0,55% no mês anterior. O resultado é explicado, principalmente, pelo custo da mão de obra (0,80% para 0,87%) e pelo índice relativo a materiais, equipamentos e serviços (0,26% para 0,27%).
IGP-DI
O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou 0,40% em agosto, após subir 0,58% em julho. O resultado ficou próximo ao teto das estimativas do mercado financeiro, que esperava desde um avanço de 0,20% a uma alta de 0,41%, com mediana de 0,32%, de acordo com as instituições ouvidas pelo AE Projeções. O IPA-DI, que representa o atacado, subiu 0,44% no mês passado, após avançar 0,61% em julho.
Com o resultado anunciado hoje, o IGP-DI acumula altas de 5,53% no ano e de 7,80% em 12 meses. O período de coleta de preços para o índice de agosto foi do dia 1º ao dia 31 do mês passado. O IGP-M de agosto, que havia captado preços do dia 21 de julho ao dia 20 do mês de referência, apresentou alta de 0,28%.

