Inflação acelera para 0,88% em março com alta dos combustíveis e alimentos

O IPCA, indicador do IBGE que mede a inflação oficial do país, mostra que, entre os alimentos, as maiores altas aparecem em tomate (20,31%), cebola (17,25%), batata-inglesa (12,17%), leite longa vida (11,74%) e carnes (1,73%)

Redação DC
10/Abr/2026
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Inflação acelera para 0,88% em março com alta dos combustíveis e alimentos

A inflação de março, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,88%, acelerando em relação ao registrado em fevereiro (0,70%).

O indicador foi pressionado no mês passado por Transportes, com alta de 1,64%, e Alimentação, que subiu 1,56%. Juntos, os dois grupos responderam por 76% do IPCA de março.

A alta em Transportes teve forte influência dos combustíveis, cujos preços têm variado de acordo com o andamento do conflito no Oriente Médio. A maior pressão, dentro de combustíveis, veio da gasolina, que subiu 4,59% no mês e exerceu influência de 0,23 ponto percentual no IPCA geral.

O diesel, mesmo com alta mais acentuada entre fevereiro e março, de 13,9%, exerceu influência menor na inflação, de 0,03 ponto percentual, por ter menor relevância no IPCA geral que a gasolina.

Porém, segundo Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, como o diesel é o mais usado no modal rodoviário de carga, “o frete foi afetado e houve influência no preço dos alimentos.”

Alimentos – Dentro do grupo Alimentação, que subiu 1,56% no mês passado, a maior pressão veio dos preços dos alimentos para consumo em casa, que subiram 1,94% em março, elevação mais forte desde abril de 2022. Foi também o quarto mês consecutivo de alta neste subíndice.

Os destaques foram as altas do tomate (20,31%), cebola (17,25%), batata-inglesa (12,17%), leite longa vida (11,74%) e das carnes (1,73%). Entre as quedas destacadas pelo IBGE, aparecem a maçã (-5,79%) e o café moído (-1,28%).

A alimentação fora do domicílio subiu 0,61% no mês passado.

Ano - No ano, o IPCA acumula alta de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14%, acima dos 3,81% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2025, a variação havia sido de 0,56%.

 

IMAGEM: Milton Mansilha/DC

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