Apenas 5% farão compras com parcela do 13º
Comprar presentes não será prioridade para os consumidores neste ano, de acordo com pesquisa da ACSP. Maioria dos entrevistados irá usar o dinheiro para pagar dívidas

Uma pesquisa realizada pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) entre os dias 1 e 12 de outubro em todo o País mostra que 22,5% dos brasileiros não sabem como aplicarão a primeira parcela do 13º salário.
O número representa o dobro das intenções do ano passado, quando os indecisos somavam 11,8%.
“Esse resultado gera incerteza sobre o desempenho do Natal. O varejo poderá ser beneficiado se os indecisos resolverem comprar”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).
De acordo com Burti, para que isso se concretize, o comércio precisa focar em ofertas, promoções e descontos, a fim de atrair quem está indeciso.
DÍVIDAS
A enquete da ACSP aponta que 42,5% dos consumidores usarão a primeira parcela para quitar débitos – situação estável frente ao ano passado (41,2%).
“O brasileiro dará preferência para pagar dívidas. Por isso, é fundamental que os bancos, as financeiras e as lojas facilitem as renegociações”, sugere Burti.
Os que têm intenção de guardar o dinheiro somam 20%, contra 29,4% no ano passado. Já os que vão gastar com presentes são 5% (8,8% em 2015).
“Está sobrando menos dinheiro no orçamento das famílias”.
O presidente da entidade aponta que esses resultados podem melhorar também em razão da grande parcela de indecisos. Os que utilizarão o benefício para viajar são 2,5%, sendo que no ano passado eram 5,9%.
Para Burti, a parcela poderá aumentar se as agências investirem em pacotes promocionais e se o dólar continuar em queda.
Reformar a casa deve ser opção de 2,5% dos brasileiros (2,9% em 2015). Embora a parcela seja pequena, é significativa, o que se explica pela desistência de pessoas de comprar imóveis – optando pela reforma. Assim, é uma boa perspectiva para lojas de material de construção.
A pesquisa foi feita pelo Instituto Ipsos com base em entrevistas pessoais e domiciliares em todas as regiões brasileiras, com base em amostra probabilística e representativa da população brasileira de áreas urbanas de acordo com dados oficiais do IBGE (Censo 2010 e PNAD 2014). A margem de erro é de aproximadamente três pontos percentuais.
*IMAGEM: Thinkstock


