Atividade econômica caiu 2,49% no 1º semestre, segundo o BC
Em junho, queda no ritmo da economia brasileira foi de 0,58% em relação a maio

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou queda de 0,58% em junho. O resultado ficou idêntico à mediana das estimativas apuradas pelo AE Projeções com 24 instituições financeiras.
O intervalo dessa amostragem ia de -0,20% a -1,03%. Em março e abril, o indicador havia registrado recuo e, em maio, estabilidade (+0,03%), o que foi revisado agora para +0,06%. O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.
O indicador passou de 142,50 pontos (dado revisado) em maio na série dessazonalizada para 141,67 pontos em junho. Na série observada, é possível identificar um recuo de 1,61% nos 12 meses encerrados em junho. No primeiro semestre deste ano, a retração acumulada já está em 2,49%.
Na comparação entre os meses de junho de 2015 e de 2014, houve diminuição de 1,20% também na série sem ajustes sazonais. Na série observada, junho encerrou com o IBC-Br em 141,08 pontos ante 140,87 pontos de maio (dado revisado).
O indicador de junho de 2015 ante o mesmo mês de 2014 mostrou um resultado negativo um pouco mais fraco do que o apontado pela mediana (-1,30%) das estimativas de 22 analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções. O intervalo esperado para esse indicador ia de -0,90% a -1,90%.
Na comparação entre o segundo e o primeiro trimestre deste ano, o IBC-Br registrou queda de 1,89% na série com ajuste do BC. O resultado ficou próximo do teto das estimativas apuradas pelo AE Projeções com 20 instituições financeiras, que ia de -1,30% a -1,90%.
A mediana dessa amostragem era de -1,80%. O indicador revela que a economia está em recessão. Isso porque nos primeiros três meses de 2015 ante o último trimestre de 2014, já havia sido constatada uma baixa nessa série dessazonalizada.
No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de junho, o BC apresentou previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 de -1,1%. O ministério da Fazenda trabalha com uma retração econômica de 1,5%. No Relatório de Mercado Focus da última segunda-feira, 17, a mediana das expectativas estava negativa em 2,01% para este ano.
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