Ato contra impeachment reuniu 40 mil na praça da Sé
Segundo o instituto Datafolha, que fez o cálculo, 3 mil pessoas permaneceram do início ao fim da manifestação e havia 30 mil no pico, às 19 horas

Cerca de 40 mil manifestantes ocuparam a praça da Sé, no centro de São Paulo, em ato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, de acordo com o instituto Datafolha.
Segundo o Datafolha, 3 mil pessoas permaneceram do início ao fim da manifestação e havia 30 mil no pico, às 19 horas.
O número corresponde a menos da metade dos manifestantes que há duas semanas se reuniram pela mesma causa (95 mil) na Avenida Paulista e também inferior ao protesto dos petistas na mesma avenida em dezembro do ano passado (55 mil), de acordo com o instituto.
Nenhuma destas manifestações, porém, servem como parâmetro para a multidão que se reuniu na Avenida Paulista no domingo, 13 de março.
Ali compareceram 500 mil pessoas, de acordo com o Datafolha e 1,4 milhão, segundo a PM, no maior ato político já registrado na cidade, superando as manifestações de 1984 pelas Diretas-Já.
Na noite desta quinta-feira atos pró-Dilma foram promovidos pelos movimentos sociais em 25 capitais. Em Brasília, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, reuniu 40 mil manifestantes.
Os participantes do ato começaram a chegar em Brasília, na manhã desta quinta-feira, 31, em caravanas vindas de vários Estados do País. Todos os participantes de fora da cidade receberam alimentação e água dos organizadores do evento, que tem o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Escalado para falar em nome do PT, na Praça da Sé, o presidente do diretório estadual do partido em São Paulo, Emídio de Souza, chamou o vice-presidente Michel Temer de golpista. "Temer poderia passar para a história do Brasil como constitucionalista, mas junto com o (Eduardo) Cunha vai passar para a história como golpista", disse o dirigente petista.
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, adotou um tom mais brando, mas também não poupou Temer. "Eu lamento que o vice eleito na nossa chapa, com o nosso programa, participe agora de um impeachment sem base legal. Isso tem nome. É golpe", disse Falcão.
*Com informações de Estadão Conteúdo
FOTO: Rovena Rosa/Agência Brasil

