Câmbio para o fim de 2015 segue em R$ 3,95

Aposta para a inflação sobe e mercado projeta Selic em 14,25% até fim de 2016, de acordo com relatório Focus

Agência Brasil
07/Dez/2015
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Câmbio para o fim de 2015 segue em R$ 3,95

O relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (07/11) projeta que o dólar deve chegar ao final deste ano comercializada a R$ 3,95, como na semana passada.

No mês passado, a mediana das previsões estava em R$ 4,00. O câmbio médio de 2015 também permaneceu em R$ 3,39 de uma semana para outra - quatro edições da pesquisa atrás, a mediana das expectativas estava em R$ 3,40.

Para o encerramento de 2016, a mediana das estimativas para o dólar seguiu em R$ 4,20 pela sexta semana seguida. Já o ponto central da pesquisa para a cotação média de 2016 caiu de R$ 4,11 (valor anotado quatro semanas atrás) para R$ 4,10 de uma semana para outra.

IPCA

A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, subiu  pela 12ª semana seguida, ao passar de 10,38% para 10,44%. Para 2016, a estimativa para o IPCA também subiu: de 6,64% para 6,70%. 

Devido às dificuldades na política fiscal do governo, o BC espera que a inflação fique na meta somente em 2017. Anteriormente, a expectativa era 2016.

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada quinta-feira 03/11, o BC disse que adotará as medidas necessárias para trazer a inflação o mais próximo possível de 4,5%, sem estourar o teto da meta (6,5%), em 2016. Para 2017, o comitê esperar fazer a inflação convergir para o centro da meta (4,5%).

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Antes de adiar o objetivo de levar a inflação ao centro da meta, o Copom elevou a taxa básica de juros, a Selic, por sete vezes consecutivas. Nas reuniões do comitê em setembro, outubro e novembro, o Copom optou por manter a Selic em 14,25% ao ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia.

Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de 10,91% para 11,04%, este ano.

Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa subiu de 10,77% para 10,80%, em 2015. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) foi ajustada de 10,32% para 10,77%, este ano.

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A projeção para a alta dos preços administrados passou de 17,50% para 17,65%, em 2015, e de 7,08% para 7,35%, em 2016.

A inflação elevada vem acompanhada de encolhimento da economia, tanto neste ano, quanto em 2016. A projeção para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, este ano, passou de 3,19% para 3,50%, este ano, e de 2,04% para 2,31%, em 2016.

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*Foto: Thinkstock

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