Crise industrial perde força em 2016
Se o Banco Central seguir reduzindo a taxa de juros e a confiança dos empresários continuar em recuperação, pode-se esperar um leve crescimento da indústria para 2017

A produção industrial fechou o ano passado sinalizando arrefecimento de sua contração, ainda que este esteja muito influenciada pela base de comparação mais fraca de 2015. A avaliação é de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Para eles, a expansão observada em certos segmentos reflete o início da retomada das exportações, cuja continuidade está atrelada fortemente à cotação futura do dólar.
"De qualquer forma, na medida em que o Banco Central prossiga reduzindo a taxa de juros e a confiança dos empresários se restabeleça ao longo do ano, pode-se esperar um leve crescimento da indústria para 2017", avaliam em relatório.
Em dezembro, a queda da atividade industrial mostrou arrefecimento, registrando um leve recuo de 0,1%, ante o mesmo mês de 2015, quando a queda foi de 6,6%, ou seja, uma base bastante fraca.
Foi a queda menos intensa desde março de 2014 (-0,4%). Durante o ano passado, o recuo desacelerou para 6,6%, frente à redução de 8,3%, registrada em 2015.
Também houve perda de força da contração da atividade industrial no acumulado de 12 meses, que apresentou contração de 6,6%, ante 7,5% observado em
novembro, na mesma base de comparação.
Na comparação com dezembro do ano passado, duas categorias continuaram em queda: bens intermediários (-0,5%), bens semiduráveis (-3,6%).
Em sentido oposto, houve expansão da produção de bens duráveis (4,8%) e de bens de capital (17,3%), provavelmente direcionados à atividade agrícola.
No comparativo anual, três categorias reduziram a intensidade das quedas anuais: bens de capital, bens duráveis e semi e não duráveis, cujas retrações alcançaram a 11,1%, 14,7% e 3,7% em 2016, frente a reduções de 25,5%, 18,7% e 6,7%, observadas no ano anterior.
Apenas a categoria de bens intermediários intensificou levemente a queda que, durante o mesmo período, passou de 6,3% para 5,2%.
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