Dia das Mães será fraco para o comércio, aponta FGV
A situação da economia fez o consumidor ficar mais cauteloso, o que deve comprometer a segunda melhor data para as vendas do varejo

Com a situação financeira abalada pela perda do emprego ou pelo recuo na renda, os consumidores pretendem gastar menos neste Dia das Mães, revela pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV).
O quesito especial da Sondagem do Consumidor mostra que, em 2016, o ímpeto de compras na data comemorativa caiu 24,1%, para 51,4 pontos - o menor nível na série iniciada em 2007.
Segundo a FGV, 52% dos consumidores devem gastar menos neste ano do que em 2015. Apenas 3% pretendem expandir despesas com o Dia das Mães. No ano passado, esses porcentuais eram de 39% e 6%, respectivamente.
Alguns dos consumidores não vão apenas gastar menos: eles pretendem deixar a mãe sem qualquer presente. A FGV apurou que 20,6% das pessoas entrevistadas disseram que não comprariam nada no Dia das Mães.
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"A cautela do consumidor em relação às compras é observada em todos os níveis de renda", informa a instituição. Famílias com renda de até R$ 2,1 mil mensais são as mais pessimistas. Entre elas, 64,5% devem gastar menos neste ano.
Já o valor médio dos presentes para o Dia das Mães ficou em R$ 56, calcula a FGV, queda real de 17,2% em relação ao valor médio de 2015.
O corte mais drástico ocorreu na faixa mais abastada, com renda mensal acima de R$ 9,6 mil. Entre eles, o preço médio caiu de R$ 87 para R$ 62,3, uma queda de 29%.
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