Taxa de desemprego sobe para 6,1% no 1º trimestre de 2026

Mesmo com a alta, indicador mantém o menor nível para o período desde o início da série histórica iniciada em 2012, segundo o IBGE, e em meio a fatores sazonais e um cenário de juros elevados

Redação DC
30/Abr/2026
  • btn-whatsapp
Taxa de desemprego sobe para 6,1% no 1º trimestre de 2026

A taxa de desemprego ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março, após marcar 5,1% nos três últimos meses de 2025, que servem de base de comparação, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira (30/04), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O indicador voltou a subir, passando de 5,8% no trimestre terminado em fevereiro, para 6,1% no trimestre encerrado em março. Apesar do avanço, a taxa é a menor para o período de janeiro a março na série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), cujo levantamento começou em 2012.

A pesquisa do IBGE investiga tanto o mercado de trabalho formal quanto o informal (com ou sem carteira assinada ou CNPJ). As estatísticas consideram a população de 14 anos ou mais. Historicamente, o desemprego costuma aumentar no início do ano. Isso é explicado, em parte, pelo retorno à busca por trabalho após o fim de vagas temporárias de datas como Natal e Réveillon.

O emprego e a renda vêm de uma trajetória de recuperação no país, mas encontram um cenário de juros altos que afeta a atividade econômica e que tende a desaquecer a abertura de vagas com o passar do tempo.

Analistas do mercado afirmam que o desemprego ainda baixo reflete uma combinação de fatores. O principal, segundo eles, é o desempenho positivo da economia em meio a medidas de estímulo do governo federal nos últimos anos.

Outra questão citada é a mudança demográfica em curso no país. Com o envelhecimento da população, a tendência é de que uma parcela dos brasileiros saia do mercado e deixe de procurar ocupação. Isso reduz a pressão sobre a taxa de desemprego.

O mercado ainda é influenciado pela geração de vagas ligadas à tecnologia. Estudo do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) estimou no ano passado que o trabalho em aplicativos reduzia o desemprego em 1 ponto percentual. 

A taxa de desocupação já havia registrado 5,8% no trimestre móvel encerrado em fevereiro. O IBGE, contudo, evita a comparação direta entre trimestres com meses repetidos, como é o caso dos intervalos até fevereiro e até março.


IMAGEM: Pedro Ventura/Agência Brasil

O Diário do Comércio permite a cópia e republicação deste conteúdo acompanhado do link original desta página.
Para mais detalhes, nosso contato é redacao@dcomercio.com.br .

 

Store in Store

Carga Pesada