País criou 228.208 postos formais de trabalho em março, informa Caged
O saldo é resultado de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos. Entre os setores da economia, apenas a agropecuária perdeu vagas no mês

O mercado de trabalho brasileiro abriu 228.208 postos de trabalho no mês de março, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira, 29/04, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo é resultado de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos.
Em fevereiro, houve criação de 268.384 postos, já incorporando os ajustes na série. Já em março de 2025, o saldo foi de 79.994. Foi o melhor mês de março desde 2024, quando havia ficado positivo em 245.599.
Setores - Quatro dos cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos em março. Apenas a agropecuária registrou saldo negativo, tendo fechado 18.096 vagas. O setor de serviços abriu 152.391 vagas; a construção civil abriu 38.316 vagas; a indústria abriu 28.336 vagas; e o comércio abriu 27.267 postos.
Unidades da Federação - Em março de 2026, foram registrados saldos positivos em 24 das 27 Unidades da Federação, com destaque para São Paulo (que criou 67.876 vagas), Minas Gerais (+38.845) e Rio de Janeiro (+23.914).
Os Estados com desempenho negativo foram Alagoas (que fechou 5.243 vagas), Mato Grosso (-1.716) e Sergipe (-338).
Salário - O salário médio real de admissão em março foi de R$ 2.350,83, uma redução de R$ 17,50 (-0,7%) em relação a fevereiro (R$ 2.368,33). Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior, que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, houve aumento de R$ 41,80 (1,8%).
Saldo do 1º trimestre
De janeiro a março de 2026, foram gerados 613.373 novos postos de trabalho no país, número 9,1% menor que o resultado do mesmo período de 2025, quando o saldo acumulado foi de 675.119. É o menor saldo de empregos formais para o primeiro trimestre de um ano desde 2023, quando foi de 537.605.
No acumulado do ano, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O único setor que registrou saldo negativo foi o comércio, que fechou 19.525 postos formais de trabalho.
O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de serviços, com saldo de 382.229 postos formais de trabalho. A construção gerou 120.547 postos formais de trabalho, a indústria apresentou saldo de 115.310 postos e a agropecuária teve saldo positivo de 14.752 postos.
No acumulado dos últimos 12 meses (de abril de 2025 a março de 2026), o saldo é de 1.211.455 vagas, menor que o do período de abril de 2024 a março de 2025, quando o saldo era de 1.627.326.
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

