Índice de Confiança do Consumidor atinge em abril maior nível de 2026

Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), indicador se iguala ao de dezembro do ano passado

João Mendes, de Brasília
27/Abr/2026
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Índice de Confiança do Consumidor atinge em abril maior nível de 2026

Depois de desacelerar em janeiro e fevereiro, o índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), subiu pelo segundo mês consecutivo. Em abril, chegou a 89,1 pontos – mesmo patamar de dezembro de 2025 -, alta de 1,0 ponto em relação a março, quando estava em 88,1 pontos.

Segundo a FGV, houve melhora da avaliação sobre a situação financeira das famílias, principalmente dos consumidores que ganham até R$ 2.100,00 por mês. Nessa faixa de renda, o índice passou de 85,3 pontos para 88,7 no período.

 

“A inflação mais baixa e um mercado de trabalho robusto têm sido fatores primordiais para uma avaliação menos pessimista dos consumidores, mas, nos últimos meses, a isenção do imposto de renda pode ter representado um alívio pontual para as famílias de menor renda”, salientou a economista da FGV, Anna Carolina Gouveia.

A pesquisa mostra que, entre os consumidores com rendimento acima de R$ 9.600,01, há o maior índice de confiança, que é de 91,5 pontos, apesar de ter caído 0,7 ponto de março para abril. No grupo entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00, o indicador aumentou de 86,6 para 87,6 pontos, e entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600,00, ocorreu queda de 87,7 para 87,3.

De acordo com a FGV, a alta do ICC de abril, divulgada na sexta-feira (24), foi influenciada por dois indicadores que fazem parte do levantamento. O Índice de Situação Atual (ISA) avançou 2,1 pontos, alcançando 85,3 pontos, e o Índice de Expectativas (IE) subiu 0,2 ponto, registrando 92,3.

O ICC, calculado mensalmente, varia de 0 a 200 pontos. Quanto mais alto o índice, maior o otimismo do consumidor. A coleta domiciliar de dados ocorreu entre 1º e 20 de abril, com 2 mil consumidores das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Salvador e Brasília.

 

IMAGEM: Freepik

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