Dono da Delta, Fernando Cavendish é preso em aeroporto no Rio
Também tiveram prisões decretadas o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o empresário Adir Assad. Eles são acusados de usar empresas fantasmas para pagar propinas de R$ 370 milhões a agentes públicos

O empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta Construções, foi preso por volta das 4h20 deste sábado no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Ele foi escoltado por agentes da Polícia Federal e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). De lá, o empresário seguiu por volta das 6 horas para o presídio Ary Franco, em Água Santa, na zona norte do Rio.
Presos da Operação Saqueador deixaram na tarde deste sábado (02/07) o Presídio Ary Franco, em Água Santa, na zona norte, e seguiram em carro da Secretaria de Administração Penitenciária para Bangu 8, instituição destinada a presos com curso superior.
A Justiça havia determinado que o empreiteiro Fernando Cavendish, o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Adir Assad e Marcelo Abbud, acusados de serem donos de empresas fantasmas, e Claudio Abreu, ex-diretor da Delta, ficassem em prisão domiciliar, mas por falta de tornozeleiras eletrônicas eles foram transferidos para Bangu 8.
O Estado está em atraso com o pagamento da empresa fornecedora do equipamento de monitoramento. A previsão é de que as tornozeleiras sejam entregues na quinta-feira (07/07).
Cavendish chegou ao Rio de um voo vindo de Roma. Ele estava fora do país desde o dia 22 de junho. A prisão faz parte da Operação Saqueador, da Polícia Federal, deflagrada na última quinta-feira.
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Junto com Cavendish também tiveram prisões decretadas o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o empresário Adir Assad. Eles são acusados de usar empresas fantasmas para transferir cerca de R$ 370 milhões de recursos obtidos pela Delta para o pagamento de propina a agentes públicos.
PRISÃO DOMICILIAR
Na sexta-feira (1º/07), o desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, concedeu prisão domiciliar para Cavendish e mais cinco presos na operação. A decisão do magistrado foi tomada em segunda instância e reverteu a prisão preventiva, determinada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Athié acolheu pedido de habeas corpus da defesa de Cavendish. “A decisão do magistrado reverte a prisão preventiva em prisão domiciliar até que seja comprovada ocupação regular.
A defesa reitera ainda que, consciente da legalidade dos seus atos, Fernando Cavendish sempre atendeu às solicitações da autoridade policial e assim continuará a fazer no âmbito do inquérito policial", destacou a defesa de Cavendish.
Nas ações do dia 30, o empresário não foi encontrado em casa, no Leblon, zona sul do Rio. Ele deixou o país no último dia 22 com destino à Europa.
FOTO: Ed Ferreira/AE
*Com informações de Agência Brasil
*Atualizado às 16h50

