Economistas preveem corte de 1 ponto na Selic nesta quarta-feira
O mercado financeiro espera leve alta para a inflação. A expectativa subiu de 3,92% para 3,95%

Os economistas do mercado financeiro projetam um corte de 1 ponto porcentual da Selic (a taxa básica de juros da economia) no encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) que termina na próxima quarta-feira (31/5).
É isso o que indica a abertura dos dados do Relatório de Mercado Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira, 29/5.
A expectativa contida no Focus está em sintonia com a precificação do mercado de juros futuros.
Na última sexta-feira, 26, os contratos de DI mostravam cerca de 82% de chances de a Selic ser reduzida em 1 ponto porcentual na próxima quarta-feira, de 11,25% para 10,25% ao ano.
Outros 18% das apostas estavam voltadas para uma redução de 0,75 ponto porcentual.
Este cenário de corte de 1 ou 0,75 ponto destoa do que era visto há duas semanas no mercado de juros futuros, antes da delação de executivos da JBS colocar em dúvida a sustentação do governo Michel Temer.
No início deste mês, algumas casas também alteraram suas projeções para a Selic e passaram a prever um corte de 1,25 ponto porcentual.
Com a crise política, este movimento foi interrompido e muitos economistas voltaram a esperar por uma postura mais conservadora do Copom.
PROJEÇÕES
Os economistas do mercado financeiro alteraram, para pior, suas projeções para a atividade em 2017 e 2018.
Pelo Relatório de Mercado Focus, a mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano passou de 0,50% para 0,49%.
Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,46%.
Para 2018, o mercado também mudou a previsão de alta do PIB, de 2,50% para 2,48%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,50%.
A projeção do relatório para a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2017 foi de 3,92% para 3,95%. Há um mês, estava em 4,03%. Já a projeção para o IPCA de 2018 foi de 4,34% para 4,40%, ante 4,30% de quatro semanas atrás.
Na prática, as projeções de mercado divulgadas no Focus indicam que a expectativa é a de que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3% e 6%).

