Em março, vendas de bares e restaurantes recuam 0,5%

Esse é o sexto mês consecutivo em que o setor opera em patamar igual ou superior ao ano anterior, segundo levantamento do Índice Abrasel-Stone. Expectativa é que Dia das Mães, dos Namorados e Copa do Mundo puxem movimentação positiva nos próximos meses

Redação DC
23/Abr/2026
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Em março, vendas de bares e restaurantes recuam 0,5%

As vendas no setor de bares e restaurantes recuaram 0,5% no mês de março em comparação com o mês anterior. Em relação ao mesmo período de 2025, houve estabilidade, marcando o sexto mês consecutivo em que o setor opera em patamar igual ou superior ao do ano anterior.

Os dados são do Índice Abrasel-Stone, relatório mensal divulgado pela Stone, principal parceira do empreendedor brasileiro, em parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, afirma que o ano começou um pouco mais difícil, com aumento do número de empresas trabalhando em prejuízo e sem conseguir repassar a inflação. "Mesmo assim, estamos com alta no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado. E esperamos um bom movimento nos próximos meses, com datas fortes como o Dia das Mães e a Semana dos Namorados, além da Copa do Mundo no meio do ano.”

No primeiro trimestre de 2026, o volume de vendas do setor ficou praticamente estável em relação ao último trimestre de 2025, com leve recuo de 0,3%. Já na comparação com o mesmo período de 2025, houve alta de 2,8%, indicando avanço do setor.

Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, o desempenho recente reflete um cenário de resistência do segmento diante de pressões macroeconômicas. “Mesmo com oscilações mensais, o setor de bares e restaurantes tem conseguido sustentar um nível de atividade acima do observado no início de 2025, o que evidencia uma resiliência importante, especialmente considerando o ambiente de crédito mais restritivo.”

O economista também destaca o papel do mercado de trabalho como principal fator de sustentação do consumo. “A renda e o emprego seguem como vetores positivos, sustentando a demanda. Por outro lado, o elevado comprometimento da renda com dívidas e o custo do crédito continuam limitando o consumo discricionário, o que impede uma recuperação mais consistente do setor”, completa.

Análise regional e anual

Dos 24 estados contemplados pelo levantamento, 14 apresentaram crescimento nas vendas de bares e restaurantes na comparação anual em março. Os destaques positivos foram Amazonas (19,5%), Tocantins (9,5%) e Paraíba (7,5%), seguidos por Sergipe (4,4%), Rondônia (4,2%), Mato Grosso (3,9%), Pernambuco (2,4%), Piauí (2,0%), Pará (1,9%), Mato Grosso do Sul (1,7%), Roraima (1,5%), Rio Grande do Sul (1,3%), São Paulo (1,1%), Ceará (0,8%) e Minas Gerais (0,7%). Alagoas apresentou estabilidade (0,0%).

Já entre os estados com desempenho negativo, as quedas foram observadas na Bahia (8,6%), Espírito Santo (8,2%), Rio Grande do Norte (4,7%), Goiás (4,5%), Maranhão (3,7%), Santa Catarina (3%), Rio de Janeiro (1,5%) e Paraná (0,2%). Veja o estudo completo no hub da Stone. 


IMAGEM: Freepik

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