Energia ainda eleva a prévia da inflação de agosto

No mês, o indicador subiu 0,43% pressionado pelas tarifas de energia, água e esgoto. Foi a maior alta para o mesmo período desde 2004. Em 12 meses, o IPCA-15 chegou a 9,57%

Estadão Conteúdo
21/Ago/2015
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Energia ainda eleva a prévia da inflação de agosto

A prévia da inflação de agosto, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), registrou alta de 0,43% no mês, após subir 0,59% em julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do maior resultado para um mês de agosto desde 2004 (0,79%).

O IPCA-15 capta o comportamento dos preços coletados do 15 de julho a 13 de agosto. Em 12 meses até agosto, o índice subiu 9,57%, o maior patamar desde dezembro de 2003. Naquele ano, a variação acumulada era de 9,86%.

As tarifas de energia elétrica, principal fonte de fôlego da inflação este ano, continuaram pressionando o orçamento das famílias, segundo o IPCA-15 de agosto.

O item registrou aumento de 2,60%, graças a reajustes em três regiões, e adicionou sozinho 0,10 ponto percentual à inflação - que no mês foi de 0,43%. Assim, exerceu o maior impacto positivo individual no índice.

Nas regiões metropolitanas de São Paulo, o aumento nas tarifas de energia ficou em 7,43% no mês de agosto, em função do reajuste de 17% aplicado por uma das empresas de abastecimento a partir do dia 04 de julho.

Em Curitiba, a alta de 5,03% reflete a parte final do reajuste de 14,39%, em vigência desde 24 de junho. Já em Belém, o avanço de 0,42% foi provocado pelo reajuste de 7,47%, em vigor desde 07 de agosto.

A energia mais cara, aliada a outros itens que pressionaram o bolso dos consumidores, levou as despesas com a Habitação a avançarem 1,02% no IPCA-15 de agosto. Trata-se do resultado mais elevado entre os nove grupos investigados pelo IBGE.

Além da energia, a taxa de água e esgoto subiu 1,39%, em função de reajustes em quatro regiões. Nesse grupo, houve ainda pressão dos serviços de mão de obra para pequenos reparos (0,82%), do condomínio (0,72%) e do aluguel residencial (0,39%).

PREÇOS QUE DESACELERARAM

Cinco dos nove grupos do IPCA-15 registraram desaceleração em agosto. O principal destaque foram os Transportes, cujos preços cederam 0,46% neste mês, graças às passagens aéreas, ao etanol e aos automóveis, todos mais baratos.

O grupo Despesas Pessoais desacelerou de 0,83% em julho para alta de 0,73%. Apesar de avançar menos, alguns itens pressionaram a classe, como empregado doméstico (0,54%) e serviço bancário (2,14%).

Também desaceleraram os grupos Habitação (de 1,15% para 1,02%), apesar do impacto de reajustes na energia elétrica e na taxa de água e esgoto; Alimentação e Bebidas (0,64% para 0,45%); e Comunicação (0,59% para 0,11%).

Por outro lado, quatro classes de despesas avançaram num ritmo mais intenso em agosto.

Em Saúde e Cuidados Pessoais (0,80% para 0,83%), a pressão veio das mensalidades de plano de saúde (1,08%) e dos artigos de higiene pessoal (1,44%). Já os Artigos de Residência avançaram 0,73% em agosto, contra 0,47% em julho, com destaque para TV, som e informática (1,92%) e mobiliário (0,95%).

Também aceleraram os grupos Educação (0,10% para 0,78%), em função de reajustes de mensalidades, e Vestuário (-0,06% para 0,01%).

FOTO: Thinkstock

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