Focus confirma previsão de Selic em 8,5% no final do ano
Boletim do Banco Central também reduziu, pela nona vez seguida, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017

O mercado financeiro reduziu - pela nona vez seguida - a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano.
Agora, a estimativa passou de 4,03% para 4,01%, de acordo com o boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central (BC) e divulgada às segundas-feiras.
A projeção para a inflação este ano está abaixo do centro da meta que é 4,5%. A meta tem ainda limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2018, a estimativa subiu de 4,30% para 4,39%.
A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) este ano foi ajustada de 0,46% para 0,47%.
Para 2018, a expectativa é que a economia cresça 2,5%, a mesma projeção há sete semanas consecutivas.
Selic deve fechar ano em 8,5%
Para as instituições financeiras, a Selic encerrará 2017 e 2018 em 8,5% ao ano. Atualmente, a taxa é de 11,25% ao ano.
A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.
O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, defendeu, em Tóquio, no Japão, que a redução da taxa básica de juros, a Selic, vai contribuir para a retomada do crescimento da economia brasileira.
Ele participa desde ontem (7/05), até amanhã, da Reunião Bimestral de Presidentes de Bancos Centrais do Banco de Compensações Internacionais (BIS) e de encontros com investidores institucionais.
De acordo com os apontamentos que o presidente do BC apresenta em Tóquio, a redução da Selic, complementada por outros esforços políticos, vai ajudar na recuperação da economia brasileira.
O presidente do BC lembrou que a Selic caiu de 14,25% ao ano, em outubro de 2016, para 11,25% ao ano na última reunião do Comitê de Polícia Monetária (Copom), em abril deste ano.
O presidente do Banco Central reforçou que o ritmo de cortes na Selic depende da estimativa de extensão do ciclo de ajustes na Selic e da antecipação dos cortes.
Por sua vez, essa antecipação de cortes depende da evolução da atividade econômica, de fatores de risco e das expectativas para a inflação.
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