Geraldo Melo, ex-presidente do Incra, assume secretaria de Agricultura de SP
Ele substitui Guilherme Piai Filizzola. O agro paulista tem acumulado resultados positivos, com um PIB setorial que representa aproximadamente 20% do total da economia de São Paulo

O ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Geraldo Melo Filho, será o novo secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Seu nome foi anunciado no final da tarde de quinta-feira, 11, pelo governador Tarcísio de Freitas.
Economista de formação e com ampla experiência no setor público, Melo Filho substitui Guilherme Piai Filizzola. Além da presidência do Incra, o novo secretário estadual foi presidente do Conselho Fiscal da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e exerceu funções de liderança na Confederação Nacional da Indústria (CNI) e na Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
Agro paulista – A pasta que Melo Filho assume ganha cada vez mais importância na gestão Tarcísio. O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio paulista representa aproximadamente 20% do total da economia de São Paulo e cerca de 23% do PIB do agro nacional.
As exportações do agronegócio paulista foram superavitárias em US$ 21,07 bilhões no ano até novembro. O saldo positivo decorre de exportações que somaram US$ 26,35 bilhões e de importações que totalizaram US$ 5,28 bilhões.
A participação dos produtos do agro no total das exportações do estado entre janeiro e novembro de 2025 foi de 40,6%, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,6% do total.
O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 31,3% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$ 8,2 bilhões. Deste total, o açúcar representou 93% e o álcool etílico (etanol), 7%. O setor de carnes veio logo em seguida, com 15,2% das vendas externas do setor, totalizando US$ 4 bilhões, com a carne bovina respondendo por 85,1%.
A China é o principal destino das exportações do agro paulista, com 24,4% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, açúcar e florestais. A União Europeia vem em seguida com 14,3% de participação, e os Estados Unidos somaram 11,8% de participação.
IMAGEM: Isac Nóbrega/PR

