IBGE confirma aumento da produção industrial em fevereiro

No ano, a indústria teve alta de 0,3%. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou recuo de 4,8%

Estadão Conteúdo
04/Abr/2017
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IBGE confirma aumento da produção industrial em fevereiro

A produção industrial subiu 0,1% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta terça-feira (4/04), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio dentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 0,3% a uma expansão de 1,4%, com mediana positiva de 0,7%.

Em relação a fevereiro de 2016, a produção caiu 0,8%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de retração de 1,7% a avanço de 2,0%, com mediana positiva de 0,4%.

No ano, a indústria teve alta de 0,3%. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou recuo de 4,8%.

O IBGE também revisou o dado da produção industrial do mês de janeiro de 2017 ante dezembro de 2016, de -0,1% para -0,2%. Houve revisão ainda na produção de bens de capital no período, que passou de -4,1% para -4,2%.

O instituto revisou, ainda, a produção de bens de consumo duráveis em janeiro ante dezembro, que saiu de -7,3% para -4,8%, enquanto a taxa dos bens de consumo semi e não duráveis passou de 3,1% para 3,0%. A taxa dos bens intermediários no período saiu de 0,7% para 0,8%.

BENS DE CAPITAL

A produção da indústria de bens de capital subiu 6,5% em fevereiro ante janeiro, informou o IBGE. Na comparação com fevereiro de 2016, o indicador mostrou avanço de 2,9%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF). No ano, houve crescimento de 3,7% na produção de bens de capital. No acumulado em 12 meses, a taxa ficou negativa em 5,2%.

Em relação aos bens de consumo, a pesquisa registrou alta de 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro.

Na comparação com fevereiro de 2016 houve avanço de 1,4%. No ano, a produção de bens de consumo subiu 1,7%. No acumulado em 12 meses, entretanto, houve redução de 4,3%.

Na categoria de bens de consumo duráveis, o mês de fevereiro foi de aumento de 7,1% ante janeiro e alta de 19,8% em relação a fevereiro de 2016 - o maior resultado desde fevereiro de 2014, quando a produção tinha crescido 23,3%.

Entre os semiduráveis e os não duráveis, houve recuo na produção de 1,6% em fevereiro ante janeiro e queda de 2,5% na comparação com fevereiro do ano passado.

Para os bens intermediários, o IBGE informou que o indicador teve alta de 0,5% em fevereiro ante janeiro.

Em relação a fevereiro do ano passado, houve redução de 2,5%. No ano, os bens intermediários acumularam queda de 0,8%. Em 12 meses, a redução foi de 4,9% na produção.

O índice de Média Móvel Trimestral da indústria apontou avanço de 0,8% em fevereiro.

POR SEGMENTOS

A produção industrial cresceu em 13 dos 24 ramos pesquisados na passagem de janeiro para fevereiro, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os principais impactos positivos foram registrados por veículos automotores, reboques e carrocerias (6,1%) e máquinas e equipamentos (9,8%), que reverteram os recuos observados no mês anterior: de -8,4% e -6,1%, respectivamente.

"Muito do crescimento de 7,1% na produção de bens duráveis em fevereiro ante janeiro, vem da indústria automobilística, notadamente automóveis.

Embora não se possa descartar também a expansão na produção de eletrodomésticos de linha marrom e linha branca", apontou André Macedo, gerente na Coordenação de Indústria do IBGE.

Outros destaques positivos sobre o total nacional (0,1%) foram as atividades coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,0%), de produtos de metal (4,0%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (4,8%) e de confecção de artigos do vestuário e acessórios (3,4%).

Na direção oposta, entre os onze ramos que reduziram a produção em fevereiro, o desempenho de maior importância para a média global foi de produtos alimentícios

(-2,7%), que interrompeu dois meses consecutivos de expansão, período em que acumulou ganho de 1,8%.

Outras contribuições negativas relevantes foram de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-3,7%), de celulose, papel e produtos de papel (-5,6%), de metalurgia (-1,9%) e de indústrias extrativas (-0,5%). Essas atividades vinham de taxas positivas em janeiro de 2017: 0,2%, 3,2%, 1,6% e 1,0%, respectivamente.

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