IBGE constata que desemprego em alta chegou a 8,1%
O Instituto traz para o trimestre pesquisa mais abrangente em 211 mil domicílios; desemprego é um dos fatores para a impopularidade da presidente da República

A taxa de desemprego subiu para 8,1%, informou nesta quinta (9/7) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Por mais que o instituto não traga os números mais atualizados - a atual se refere ao trimestre terminado em maio -, sua pesquisa tem a vantagem de uma abrangência nacional e da metodologia do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar).
São pesquisados 211 mil domicílios em 3.500 municípios.
Os 8,1% se referem aos meses de março, abril e maio. No trimestre anterior, o desemprego estava em 7%. O índice é o maior na curta série histórica dessa pesquisa, iniciada em 2012.
O IBGE também revela que no período pesquisado o número de desempregados era de 8,2 milhões, ou pouco mais de 10% em relação ao trimestre anterior, finalizado em dezembro do ano passado.
O crescimento do desemprego reflete a alta desaceleração da economia e os primeiros efeitos do ajuste fiscal praticado pelo governo.
A presidente Dilma Rousseff apresentou em sua campanha eleitoral, no ano passado, a existência de baixos índices de desemprego como um dos balanços de seu primeiro mandato, prometendo que o desemprego não iria subir.
Com resultados em sentido oposto, o governo necessariamente enfrenta uma impopularidade inédita. Segundo o Datafolha, apenas 9% dos brasileiros consideram o atual governo como ótimo e bom.
Ainda segundo o IBGE, o rendimento real médio permaneceu estável, em R$ 1.863.

