Índice de confiança da indústria volta a cair em novembro
No acumulado dos dois últimos meses, o índice registrou queda de 2 pontos, voltando a se aproximar do limite entre a confiança e a falta dela, informa a CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) recuou para 51,7 pontos em novembro, registrando queda de 0,6 ponto em comparação com outubro, mas dentro da margem de erro do indicador.
Os números foram divulgados nesta sexta (18/11) e fazem parte de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
No acumulado dos dois últimos meses, o índice registrou queda de 2 pontos, voltando a se aproximar da linha divisória dos 50 pontos, limite entre a confiança e a falta de confiança, informou a entidade.
Os valores da pesquisa variam de 0 a 100 pontos. Acima de 50 pontos, os valores indicam que os empresários estão otimistas.
A pesquisa mostra que, com a queda de novembro, o índice de confiança se afastou ainda mais da média histórica, que é de 54,1 pontos.
De acordo com a CNI, os empresários estão menos confiantes em relação ao desempenho da economia e das empresas pelos próximos seis meses.
O indicador de expectativas recuou para 55,8 pontos em novembro e está 2,9 pontos abaixo do registrado em setembro.
O indicador de confiança nas condições atuais das empresas e da economia ficou em 43,8 pontos, o que revela pessimismo dos empresários.
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Para a Confederação Nacional da Indústria, o índice de confiança é importante porque antecipa as tendências da economia.
Empresários confiantes tendem a fazer investimentos e aumentar a produção. Isso é decisivo para o crescimento da economia.
Foram ouvidas, entre 1º e 11 de novembro, 2.951 empresas em todo o país. Dessas, 1.162 são de pequeno porte, 1.124 são médias e 665 são de grande porte.
DEMISSÕES
A indústria paulista demitiu 6.500 trabalhadores em outubro. As demissões representam uma queda de 0,28% no nível de emprego em relação a setembro, considerando os ajustes sazonais.
Os dados foram divulgados pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
Na leitura dos dados originais, sem a filtragem das variações sazonais, o recuo observado no nível de emprego na indústria paulista em outubro é de 0,27%.
Com esse resultado, a indústria paulista colocou nas ruas 92 mil trabalhadores no acumulado do ano, de janeiro a outubro.
Francini afirma que a situação da indústria é muito grave e ser melhor do que 2015 - quando foram registrados 235 mil postos de trabalho a menos - é quase uma obrigação do setor.
"Não conseguimos ver ainda a marca do que poderíamos chamar de recuperação e retorno do crescimento. Melancolicamente caminhamos para mais um final de ano negativo na economia brasileira e na indústria de transformação."
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