Produção industrial sobe 1,8% em janeiro, informa IBGE

A indústria de transformação registrou alta de 2,1% e as indústrias extrativas cresceram 1,2%

Estadão Conteúdo
06/Mar/2026
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Produção industrial sobe 1,8% em janeiro, informa IBGE

A produção industrial subiu 1,8% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal, informou nesta sexta-feira, 6/3, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a janeiro de 2025, a produção subiu 0,2%.

No acumulado em 12 meses, houve alta de 0,5%, ante aumento de 0,6% até dezembro. O índice de Média Móvel Trimestral da indústria registrou baixa de 0,1% em janeiro.

A alta mensal foi a mais intensa desde junho de 2024, quando havia expandido 4,4%. Considerando apenas meses de janeiro, a elevação foi a mais significativa desde 2009, quando foi de 2,1%.

O resultado tem magnitude importante, mas não recupera as perdas dos meses anteriores, ponderou André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "A perda acumulada na indústria nos últimos quatro meses de 2025 foi de 2,5%. O setor industrial ainda tem saldo negativo", frisou Macedo. "Você tem um setor industrial que permanece distante dos patamares mais elevados da série histórica."

A alta de 1,8% na indústria em janeiro não pode ser vista de forma isolada, defendeu Macedo, lembrando que a produção vinha de uma queda de 1,9% em dezembro. "A indústria vinha de uma maior frequência de férias coletivas ocorridas naquele mês (de dezembro). Isso justifica também as perdas disseminadas naquele mês", acrescentou ele. "Há volta natural (em janeiro) na produção em ramos industriais que haviam paralisado anteriormente. Mas, em linhas gerais, o setor industrial permanece com a leitura que já vínhamos vendo, tem saldo negativo nos últimos meses."

A conjuntura econômica mantém elementos que afetam o dinamismo da produção, como a taxa de juros em patamar elevado, que prejudica atividades como bens de consumo duráveis e bens de capital. "São atividades que têm ligação importante com a questão do crédito", justificou Macedo.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial avançou 0,2% em janeiro de 2026, após três meses seguidos de recuo. "A comparação anual atesta o menor dinamismo na indústria", disse Macedo.

O índice de difusão, que mostra a proporção de produtos com avanço na produção em relação ao mesmo mês do ano anterior, passou de 45,9% em dezembro para 37,9% em janeiro. "Esse é o quarto mês seguido que esse porcentual fica abaixo de 50%. Pelo quarto mês seguido temos um número maior de produtos investigados mostrando queda nesse tipo de comparação", disse.

Indústria de transformação - A indústria de transformação brasileira registrou alta de 2,1% em janeiro ante dezembro. Já as indústrias extrativas cresceram 1,2%.

Segundo o IBGE, a indústria de transformação registrou em janeiro ante dezembro a maior taxa desde junho de 2024, quando tinha avançado 4,9%. "A transformação vinha de uma perda acumulada de 2,9% de setembro a dezembro de 2025. A transformação não elimina essa perda acumulada", reforçou Macedo.

Na comparação com janeiro de 2025, a produção da indústria de transformação encolheu 1,9% em janeiro de 2026, enquanto as extrativas aumentaram 11,9%.

Em janeiro, a indústria de transformação operava 17,1% aquém do pico alcançado em maio de 2011. Já as indústrias extrativas estavam 10,1% abaixo do ápice alcançado em abril de 2015. Na média global, a indústria brasileira operava em dezembro 15,3% aquém do pico alcançado em maio de 2011.

Quanto ao patamar de fevereiro de 2020, no pré-pandemia, a indústria de transformação operava no mesmo nível (0,0%) e as indústrias extrativas funcionavam 14,3% além. Na média da indústria, a produção estava 1,8% acima do nível pré-pandemia.

 

IMAGEM: Freepik

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