Sebrae: quatro em cada dez jovens empreendedores são chefes de domicilio

Pesquisa do Sebrae com base em dados do IBGE e realizada entre 2012 e 2025 também aponta que o rendimento do jovem formalizado é quase 156% superior ao do empreendedor jovem sem CNPJ

Agência Sebrae
16/Jun/2026
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Sebrae: quatro em cada dez jovens empreendedores são chefes de domicilio

O jovem dono de negócio no Brasil não empreende apenas por si. Levantamento feito pelo Sebrae mostra que quase quatro em cada 10 pessoas com até 29 anos que empreendem são chefes de domicílio. O resultado é 5 pontos percentuais (p.p.) maior que o registrado em 2012.

O estudo tomou como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre o 1º trimestre de 2012 e o 4º trimestre de 2025. Nesse período, a participação de jovens responsáveis pela família à frente de uma empresa saiu de 32% para 37%.

Até o último trimestre de 2023, a posição mais comum do empreendedor jovem no núcleo familiar era a de filho ou filha. Os números do ano passado consolidam uma maior participação desses empreendedores no sustento de suas famílias. A parcela considerada como filhos aparece agora em segundo lugar entre os empreendedores dessa faixa etária (35,5%), seguida da posição de cônjuge, com 19%.

Maior formalização

O levantamento revelou ainda que os jovens donos de negócio (DN) são a faixa com maior avanço na formalização nos últimos 10 anos, passando de aproximadamente 21% de formalizados, em 2015, para 28%, no último trimestre do ano passado. Mesmo assim, a proporção de jovens com CNPJ permaneceu abaixo da média do total geral de donos de negócios no Brasil, que alcança cerca de 35%.

Na mesma medida, a proporção de jovens DN que contribuem para a Previdência Social também cresceu, entre 2012 e o ano passado, acima da média de adultos e seniores. Embora eles ainda contribuam pouco (apenas 31%), em comparação com a média total dos donos de negócio, que é de 41%. O estudo apontou também que 93% dos jovens DN atuam por conta própria, sem empregados.

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, destacou para a importância de esclarecer os jovens empreendedores sobre a formalização. “Sem proteção social, o jovem dono de negócio fica mais vulnerável. Nesse sentido, é fundamental orientar esse público sobre as vantagens de atuar na formalidade protegido pela figura do microempreendedor individual”

Ainda de acordo com o estudo, o rendimento médio habitual do jovem empreendedor não-formalizado ficou em R$ 1.860 no último trimestre do ano passado, o menor valor em todas as faixas observadas. Ainda assim, ele representou um crescimento real de quase 30% desde o começo da pesquisa.

Já os jovens donos de negócio com CNPJ tiveram renda média habitual de R$ 4.758. Ou seja, o rendimento do jovem formalizado é quase 156% superior ao do empreendedor jovem sem CNPJ. 


IMAGEM: Freepik

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