Índice de confiança do consumidor parou de cair. Mas...

Ainda é cedo para antecipar reversão consistente da tendência negativa, uma vez que as expectativas são muito pessimistas a respeito dos próximos meses, de acordo com a FGV

Redação DC
27/Jan/2016
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Índice de confiança do consumidor parou de cair. Mas...

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fundação Getulio Vargas avançou 2,5 pontos em janeiro atingindo 67,9 pontos.

Com o resultado, o índice de médias móveis trimestrais também subiu, em 0,3 ponto, pela primeira vez desde outubro de 2014.

“A boa notícia é que a confiança do consumidor parou de cair em setembro passado e vem ensaiando alguma melhora, embora com oscilações e na dependência de um quadro político e econômico instável", afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor. "Com avaliações ainda muito desfavoráveis sobre a situação presente da economia e expectativas bastante pessimistas em relação aos próximos meses, ainda é cedo para se falar em reversão consistente de tendência."

A evolução do ICC no primeiro mês de 2016 foi determinada tanto pelo aumento do grau de satisfação com o presente, quanto pela diminuição do pessimismo em relação aos meses seguintes.

O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 1,1 ponto, após recuar por oito meses seguidos e atingir o mínimo da série histórica no mês anterior (66,4 pontos). O Índice de Expectativas (IE) avançou 3,4 pontos, atingindo 70,0 pontos, o maior nível desde agosto passado.

Cerca de 96% da alta do ICC em janeiro foi determinada pelo avanço dos indicadores que medem o grau de satisfação dos consumidores com a situação financeira da família e o ímpeto de de compras de bens duráveis, exatamente os mesmos que mais influenciaram negativamente na evolução do índice em dezembro.

O indicador que mede o grau de satisfação com a situação financeira da família no momento subiu 3,4 pontos, de 60,7 para 64,1 pontos, após oito meses de quedas consecutivas e atingir menor nível da série em dezembro. Com relação às perspectivas futuras, o indicador que mede o ímpeto de compras avançou 7,7 pontos, compensando a queda nos dois últimos meses (-6,8 p.p).

Na análise por classes de renda, houve aumento da confiança nas três faixas de renda mais elevadas. A confiança das famílias com renda mensal até R$ 2.100 ficou estável.

IMAGEM: Thinkstock

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