Indústria mostra sinais de melhora

Com base na arrecadação do IPI, a Receita Federal aponta que segmentos como os de veículos e alimentos estão se recuperando

Estadão Conteúdo
22/Fev/2017
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Indústria mostra sinais de melhora

Alguns setores da indústria começaram a demonstrar os primeiros sinais de recuperação, de acordo com o chefe do Centro de Estudos Tributários da Receita Federal, Claudemir Malaquias. 

A arrecadação total com Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) teve queda de 12,24%, mas em alguns setores o recolhimento do tributo já apresenta crescimento real.

A arrecadação com IPI subiu 264,65% no setor de fabricação de alimentos, 72,94% no segmento de veículos automotores (exceto automóveis) e 12,76% na área de produtos de borracha e material plástico.

Já outros setores ainda estão longe de mostrar recuperação. Considerando todo o universo de impostos, contribuições e taxas, exceto receitas previdenciárias, os que mais contribuíram para a redução na arrecadação em janeiro foram o setor de fabricação de produtos de fumo, com queda de 62,94%; combustíveis, com queda real de 22,84%; telecomunicações, com queda de 19,52%; serviços de arquitetura e engenharia, com baixa de 18,95%; extração de minerais metálicos, com queda de 18,68%; e eletricidade, com baixa de 12,56%.

Segundo Malaquias, a tributação sobre combustíveis e fumo tem características próprias. 

No caso do fumo, a arrecadação caiu devido a um movimento de antecipação nas vendas em janeiro de 2016, principalmente dos atacadistas, devido à elevação das alíquotas de impostos. 

A base de comparação, portanto, estava elevada. No caso de combustíveis, a arrecadação se concentra no início do ano. No caso da eletricidade, deve-se à redução da atividade industrial.

De acordo com Malaquias, o resultado da arrecadação em janeiro não representa uma tendência para o ano. Ele mencionou que o mês se caracteriza por fatos geradores ocorridos em dezembro e arrecadação decorrente de férias, 13.º salário e pagamento de participação de resultados a trabalhadores.

"Aliado a isso, grandes empresas, que recolhem por estimativa, ainda estão apurando seus resultados em janeiro", afirmou. "Analisar isoladamente o mês de janeiro não permite inferir com precisão o comportamento da arrecadação ao longo do ano. Existe uma série de fatores que temos que ponderar."

Malaquias disse ainda que a Receita Federal não tem uma estimativa sobre os valores que poderá arrecadar com a reabertura do programa de repatriação neste ano.

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 

Balanço divulgado nesta quarta-feira, 22/02, pela Abimaq, entidade que representa a indústria nacional de máquinas e equipamentos, mostra que o faturamento do setor caiu 19% na passagem de dezembro para janeiro. 

Na comparação com o mesmo período de 2016, houve alta de 0,3%.

As fábricas de bens de capital mecânicos fecharam o primeiro mês do ano com faturamento de R$ 4,259,86 bilhões. 

O desempenho reflete a queda de 18,2%, na comparação anual, do consumo de máquinas no País durante o mês passado, um total de R$ 6,933 bilhões.

Na mesma base comparativa, as exportações, de US$ 445,78 milhões, recuaram 12,4%, enquanto as importações encolheram 15,6%, chegando a US$ 1,124 bilhões. O déficit comercial ficou, então, 17,6% menor do que em um ano antes, somando US$ 679,05 milhões em janeiro.

Termômetro dos investimentos da indústria, as compras de máquinas e equipamentos tiveram queda de 2,6% se comparadas a dezembro.

O balanço da Abimaq revela ainda que a utilização da capacidade instalada nas fábricas de máquinas brasileiras subiu de 66,7%, em dezembro, para 67,6% em janeiro. 

A ocupação no setor, no mesmo intervalo de tempo, subiu 0,5%. A indústria de máquinas terminou o mês passado empregando 292,439 mil pessoas.

IMAGEM: Thinkstock

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